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Liberdade de Escolha

A escola pública é um magnífico meio de propaganda ideológica, por isso é natural que certos partidos (em Portugal, normalmente de esquerda) a promovam a todo custo.

Mas não deixa de ser interessante ver que certos políticos que tanto defendem a escola pública, e que afirmam que esta está cada vez melhor, escolhem escolas privadas para os filhos. A liberdade de escolher uma escola de qualidade, é algo que alguns preferem reservar só para eles.

Entretanto, fico também à espera dos resultados da auditoria para se saber o custo médio por aluno, que parece ter sido finalmente autorizada, que não percebo por que é que não foi feita antes de se tomarem decisões sobre os cortes de financiamento às escolas com contrato de associação. Mas mais vale tarde do que nunca.

A educação em Portugal

Escola de Barcelos permite transição de ano com 5 negativas

Os alunos que esta segunda-feira começaram o 7º ano de escolaridade na escola básica 2,3 de Manhente, concelho de Barcelos, foram recebidos com uma novidade: poderão passar para o 8º ano com cinco negativas desde que duas delas não sejam Português e Matemática.

A norma não é ilegal. O despacho normativo nº 50/2005 – já aprovado na gestão de Maria de Lurdes Rodrigues – dá autonomia aos Conselhos de Turma e Pedagógicos para aprovarem as transições.

[…]

Um dia destes, as notas nem sequer serão tidas em conta… Os alunos estarão logo aprovados à partida.

Sobre a educação em Portugal

Doutores e engenheiros

É com tristeza que comunico ao auditório o nosso 37º lugar no PISA. O programa da OCDE que persiste em enxovalhar-nos não ficou impressionado com os nossos conhecimentos científicos, linguísticos e matemáticos. Entre 57 países, ocupamos a terceira parte da lista, abaixo da média e muito atrás da Finlândia, que continua a liderar o barco. Como explicar esta sazonal desvergonha? O Ministério da Educação, em atitude que se aplaude, não cede ao populismo fácil de quem aconselha mais estudo nas referidas matérias. Para o Ministério, o problema está na ‘disfunção’ do sistema, que persiste em ‘reter’ os nossos jovens quando a atitude mais sensata seria aprová-los com distinção. Nas palavras corajosas de Jorge Pedreira, secretário de Estado-adjunto, “a retenção não é normal” (Freud, naturalmente, discordaria). Espera-se que o Ministério aprenda a lição e, a partir do próximo ano, faça o que lhe compete: no início da escolaridade obrigatória, entregar a cada criança um diploma universitário. E depois enviar o retrato para a OCDE. Se o PISA não se espanta com um país de poetas, talvez respeite um Portugal precocemente coberto por doutores e engenheiros.