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Time Capsule Home Made

Há 4 anos atrás publiquei um artigo descrevendo como usar o Time Machine com SMB. Usei essa estratégia para conseguir usar o meu router com dispositivo de backup. Na altura referi a tentativa frustrada de usar o protocolo AFP (através do Netatalk) em vez do SMB, visto que o AFP é suportado de forma mais transparente que o SMB pelo Time Machine.

Com a nova funcionalidade introduzida na última versão do Mac OS X (10.8), que permite definir vários dispositivos de backup, decidi configurar uma máquina Linux à qual tenho acesso como um dispositivo de backup alternativo. E também decidi tentar novamente o Netatalk, de modo a simplificar ao máximo o processo de backup. Desta vez, e com a flexibilidade adicional de estar a usar um PC em vez de um router, fui bem sucedido :). Neste artigo vou então descrever os passos necessários para configurar um PC com Linux (Debian 6 neste caso) para funcionar como uma Time Capsule.

O primeiro passo consiste em instalar o Netatalk na máquina com Linux. É recomendável instalar a versão 3, visto que adicionou algumas novas funcionalidades, que são úteis quando se pretende usar o Time Machine. A versão disponibilizada nos repositórios oficiais do Debian é bastante antiga (2.2), pelo que vamos instalar o Netatalk compilando o código fonte. Assim, começa-se por fazer o download da última versão do Netatalk (3.0.2, na presente data) a partir do site oficial do projecto. Isto deverá colocar no vosso PC um ficheiro comprimido, que, obviamente, é necessário descomprimir. Depois disto, vamos então passar à compilação do Netatalk. Para tal, temos de abrir o Terminal (no meu caso, disponível em Applications > Accessories > Terminal), e mudar para a pasta que contém os ficheiros descomprimidos (usando o comando cd /caminho/da/pasta/). Antes de passarmos à compilação, temos que instalar algumas dependências. Usando uma aplicação como o Synaptic, ou o apt-get directamente no Terminal, é necessário instalar os seguintes pacotes (e respectivas dependências):

  • libacl1
  • libacl1-dev
  • libdb-dev
  • libldap2-dev
  • libavahi-client-dev
  • libgcrypt11-dev

O último é particularmente importante para quem usa a versão 10.7 ou posterior do Mac OS X, pois na ausência do mesmo irão muito provavelmente obter erros de autenticação quando se tentarem ligar ao dispositivo de backup.

Podemos agora passar à compilação e instalação do Netatalk, que é feita usando os seguinte comandos:

./configure --enable-quota --enable-zeroconf --with-init-style=debian
make
sudo make install

No primeiro comando definimos algumas opções de compilação. O enable-quota servirá para limitarem o espaço que será disponibilizado para backup (caso não queiram disponibilizar o espaço todo disponível no volume). O enable-zeroconf permitirá que o volume de rede seja automaticamente encontrado pelo Mac OS X. A última opção é para que as scripts de inicialização automática do Netatalk quando o SO (Linux) arranca sejam também geradas. O último comando, que instala o Netatalk, necessita de permissões de administrador, e pode ser necessário introduzir a sua password.

Para termos a certeza que o Netatalk irá sempre arrancar com o SO, deve-se correr o comando sudo update-rc.d netatalk defaults no Terminal.

Depois disto, é só configurar o Netatalk. O ficheiro de configuração está localizado em /usr/local/etc/afp.conf. Vamos editá-lo usando o comando sudo gedit /usr/local/etc/afp.conf. Mais uma vez vai precisar de permissões de administrador, e poderá ser necessário introduzir a sua password. Em vez do gedit pode utilizar outro editor qualquer da sua preferência. Abaixo segue uma configuração minimalista.

[Global]
; Global server settings
zeroconf = yes
uam list = uams_dhx2.so

[time-machine]
path = /path/para/paste/de/backup/
time machine = yes
vol size limit = 80000

Primeiro temos um conjunto de configurações globais. A opção zeroconf convém activar para que o volume seja mais facilmente detectado no Mac OS X. A opção seguinte define o mecanismo de autenticação, e é necessário definir esta opção nas versões mais recentes do Mac OS X (10.7+).
Depois temos as configurações do volume de backup, ao qual chamei time-machine. Primeiro definimos o caminho para o pasta que será partilhada (e onde serão armazenados os backups). Depois indicamos que o volume suporta Time Machine. E por último definimos o tamanho do volume (que será o espaço disponível para a Time Machine usar).

Existem muitas outras opções de configuração. Para uma descrição exaustiva das mesmas, podem aceder a este link.

Depois de concluída a configuração, deverá ser suficiente ter o mac (que pretendemos fazer backup) na mesma rede que o sistema Linux, e ir às preferências da Time Machine para adicionar um novo dispositivo de backup, e deverão ter lá um volume chamado time-machine (ou com o nome que vocês escolheram).

Extra: Cifrar os Backups

O Mountain Lion disponibiliza a opção de cifrar os backups ao adicionarem o volume nas preferências da Time Machine. Em versões anteriores podem usar o este tutorial para obterem backups cifrados.

Aplicações para iPhone/iPod Touch

Existem milhares de aplicações disponíveis para os dispositivos móveis da Apple (iPhone, iPod Touch, e iPad). Se por um lado isto dá muitas opções aos utilizadores, por outro lado também dificulta a escolha da aplicação ideal para um determinado fim. Assim, pretendo aqui deixar uma análise a uma lista de aplicações que mais uso, na esperança que tal seja útil a quem está a escolher aplicações para usar.

Dropbox

O Dropbox é uma aplicação para sincronizar ficheiros entre vários dispositivos, e já aqui a referi anteriormente. Disponibiliza uma forma muito simples de copiar ficheiros entre um PC e um iPhone/iPod. Adicionalmente, também nos permite visualizar alguns dos formatos de ficheiros mais comuns.
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iBooks

É a aplicação disponibilizada pela Apple para ler ebooks. É uma aplicação bastante simples, e, na minha opinião, serve perfeitamente o seu propósito.
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Skype

Aplicação de VoIP bastante conhecida. Disponibiliza uma forma simples (e barata) de podermos falar com outras pessoas. Uma aplicação simples, mas com o essencial.
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Linphone

Tenho uma conta VoIP do Sapo, que me permite fazer chamadas gratuitas para a rede fixa. Para ter acesso ao serviço, só é preciso um cliente SIP. Primeiro experimentei o Fring, mas nunca o consegui ter a funcionar decentemente. Na altura, a única alternativa que encontrei foi o Linphone. Tem apenas um ecrã para marcar números, um histórico, e acesso à lista de contactos. Basicamente, aquilo que é necessário neste tipo de aplicações. Nas primeiras versões que usei, tinha problemas ao reiniciar a aplicação, mas entretanto parece que os problemas foram resolvidos.
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Grocery Gadget Basic

Já testei dezenas de aplicações para fazer listas de compras. Em quase todas elas, ou havia funcionalidades em falta, ou tinham muitas funcionalidades que eu não usava e que tornavam a UI desagradável/confusa, ou tinham uma UI muito mal desenhada. Durante muito tempo usei o Grocery iQ, mas comecei a achar a aplicação confusa de mais, e por isso decidi voltar a testar novas aplicações. Acabei por escolher Grocery Gadget Basic. Tem as funcionalidades que me são úteis (várias listas, categorias, quantidades), e tem uma UI bastante simples (sem confusões com lojas, códigos de barras, cupões, cartões, etc.).
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Nexus Money

Esta foi mais uma categoria onde testei mais de uma dezena de aplicações até encontrar uma que me pareceu adequada ao meu uso. O Nexus Money é uma aplicações para manter um registo das nossas finanças (o dinheiro que ganhámos e que gastamos). As entradas, para além de um título, valor, e data, também têm categoria (que é automaticamente escolhida para entradas que já tenham sido usadas anteriormente), um campo para descrição mais detalhada, e a hipótese de definir repetições. O ecrã principal mostra-nos os detalhes de um dia, bem como o balanço actual, e o total de despesas e ganhos para o mês actual. Permite também mostrar alguns relatórios, por exemplo, com as despesas por categoria para um determinado período, ou um gráfico com as despesas e ganhos ao longo dos meses. Apesar de tudo, a parte dos relatórios é um aspecto onde acho que esta aplicação poderia evoluir bastante, sobretudo ao nível de gráficos. As funcionalidades da aplicações incluem também a possibilidade de definir uma password para aceder à aplicação, de escolher a moeda, ou de fazer backups (os ficheiros de backup são XML, pelo que podem ser facilmente usados noutras aplicações).
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Awesome Note

O aNote é uma aplicação para guardar notas. As notas podem ser de vários tipos (como aniversários ou TODOs). Uso-a essencialmente para guardar TODOs, e ocasionalmente para simples notas. Possui a possibilidade de organizar as notas em diferentes pastas, havendo a possibilidade de proteger as pastas com password. Os TODOs podem ter data limite para serem feitos, estado (em progresso, pendentes, etc.), podem-se repetir periodicamente, e podem também ter um alarme (que podemos dizer para se repetir todos os dias depois da data limite). Também podemos associar tags às notas, e atribuir-lhe um nível de importância. Relativamente à visualização da lista de notas, oferece um amplo conjunto de opções, ao nível da informação mostrada, aos nível de filtragem de notas, e ao nível da ordenação. Por fim, também oferece várias opções de sincronização, partilha, e backup.
[Pago ($3.99)]

Converter Plus

O Converter Plus é uma aplicação de conversão de unidades. É particularmente útil quando se está num país que usa um sistema de unidades diferente do nosso (como o Reino Unido, ou os EUA). Oferece um extenso conjunto de grandezas e de unidades. Permite personalizar a UI de modo a mostrar apenas as grandezas e unidades que nos interessam.
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WordWeb Dictionary

O WordWeb é um dicionário de inglês offline. Não é nada de mais, mas chega para o que preciso. Já testei algumas alternativas, com bases de dados maiores, como o Dictionary.com e o Dictionary!, mas para além de terem publicidade, também tinham alguns bugs.
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E pronto, por agora fico por aqui. Há mais algumas aplicações que uso (desde logo as que nem podemos remover), mas fiquei-me por aquelas em que me pareceu que a sua análise seria mais útil a outras pessoas.

De referir que o que escrevi reflecte as minhas necessidades e preferências (por exemplo, normalmente prefiro as aplicações o mais simples possível, e que não poluam a UI com funcionalidades que nunca uso), assim como o dispositivo que possuo (um iPod Touch 3g, ou seja, sem ligação constante à internet, sem GPS, sem câmera, ecrã de 480×320). Noutros dispositivos, outras funcionalidades poderiam fazer sentido, tornando outras aplicações mais adequadas.

Mac OS X Lion: breve review

Apesar de ter instalado o Lion num disco esterno há cerca de um mês, só na passada semana é que migrei definitivamente para a nova versão do Mac OS X. Não obstante as muitas novidades anunciadas, a verdade é que não tinha grandes expectativas para a nova versão do SO da Apple, onde estava à espera de algumas funcionalidades interessantes, mas também de alguns aspectos negativos. Comecemos então pelos pontos negativos…

Uma das coisas que mais me desagradou no Lion, foi a remoção do iSync. Basicamente, isto significa que acabaram as sincronizações de contactos e calendário com a maior parte dos telemóveis (telemóveis que usam o protocolo SyncML). Ainda relacionado com os contactos e calendário, tivemos também algumas mudanças no Address Book e iCal, nomeadamente ao nível do interface gráfico. Sempre admirei o Mac OS X pela simplicidade do seu interface gráfico, simplicidade que deixou de existir nestas aplicações. Qualquer um destes problemas pode ser contornado, aproveitado as versões anteriores das aplicações, mas é apenas isso, contornar o problema…

Outra novidade foi o Mission Control, que veio substituir o Exposé e o Spaces. Pessoalmente preferia a solução anterior, que me permitia facilmente mudar de aplicação/janela, mesmo quando esta estava a correr num ambiente diferente, ou também mudar as aplicações de ambiente. Actualmente, temos pouco controlo sobre as aplicações/janelas que não estão no ambiente actual.

O Mail também disponibiliza uma nova forma de organização da interface gráfica. Ainda estou a tentar habituar-me a esta nova forma de organização, mas parece-me que faz uma má gestão do espaço, e é provável que vá voltar ao esquema antigo.

Entre as coisas que me agradaram, está a nova versão do iChat, que juntas várias contas na mesma janela, e que me fez abandonar o Adium (e já agora, as contas MSN).

Nesta última versão do SO passou também a ser possível criar disco cifrados, o que é bastante útil para manter os meus discos de backup um pouco mais seguros. Esta funcionalidade permite cifrar os backups feitos com o Time Machine. Infelizmente, parece-me que esta funcionalidade não funciona quando temos mais do que uma partição num mesmo disco… O FileVault tem também uma nova versão, que parece já funcionar decentemente com o Time Machine (mas é algo que ainda não experimentei). Ainda relativamente ao Time Machine, temos agora a possibilidade de manter backups locais, ou local snapshots (para quando não estamos ligados à unidade de backup). Nada de muito relevante, visto que no Snow Leopard já tinha uma partição local para backups do Time Machine (agora há a vantagem de não termos que configurar nada, nem trocar de unidade de backup quando nos ligamos à unidade de backup externa). Para já, vejo três aspectos a melhorar: a possibilidade de definir o intervalo temporal entre backups (até agora apenas consegui mudar este intervalo para os backups não locais), a possibilidade de definir o tamanho máximo usado por estes backups, e a possibilidade de copiar dos backups locais para a unidade de backup externa quando esta é ligada.

O novo Mac OS X é também menos restritivo no que diz respeito a máquinas virtuais, e é agora permitido ter máquinas virtuais com a versão normal do SO (anteriormente apenas era possível com a versão servidor). Isto é útil para manter um ambiente de testes, permitindo manter o SO principal (não virtualizado) mais limpo.

Para terminar, referia mais algumas novidades bastante publicitadas, mas que me parece pouco relevantes: o Launchpad, que me parece inútil (o Spotlight é bem mais prático); e o Resume, que ainda não é suportado por várias aplicações.

Resumindo, apesar de ter o preço acessível, a verdade é que o SO pouco trás de novo…

iOS 4: Primeiras Impressões

Foi hoje lançada a nova versão do sistema operativo para iPhone e iPod Touch, o iOS 4.

Já fiz o update, que correu sem problemas (as configurações de sistema, dados de aplicações e afins foram mantidos).

As principais diferenças que notei:

  • wallpaper (apesar da utilidade prática ser pouca ou nenhuma);
  • pastas para organizar as aplicações (isto até dá jeito);
  • possibilidade de ver todos os emails em simultâneo, em vez de só podermos ver as mensagens de cada conta em separado (uma das funcionalidades que mais me agradou até agora);
  • emails organizados por thread;
  • corrector ortográfico (se bem que ainda não percebi como seleccionar ou idioma).

Do tão falado multitasking, até agora mal dei por ele (nada de que não estivesse à espera)…

Um contributo do iPhone

Pessoalmente nunca fui grande fã do iPhone. Apesar de ser um mac user, e de achar que o iPhone tem uma usabilidade bastante acima da média quando comparado com outros dispositivos do mesmo género, nunca foi um produto que eu achasse que valia a pena comprar.

Apesar de tudo, hoje descobrir um motivo para gostar do iPhone. Parece que a Virgin America decidiu deixar de usar flash no seu site devido ao facto do iPhone não o suportar.

Ou seja, o iPhone poderá contribuir para que os web developers comecem a pensar se realmente precisam de usar flash e recorram a este apenas quando é mesmo necessário.

Adenda: parece que há mais sites que se preparam para seguir o mesmo caminho

Os macs são caros?

De acordo com um artigo da Tom’s Hardware, a resposta a esta pergunta não é o “sim” incondicional que muita gente teima em dar.

Já em vários momentos fiz pesquisas à procura de portáteis para recomendar a amigos, e era frequente chegar à conclusão de que o MacBook era uma das melhores opções. Em algumas discussões que tive com colegas sobre os preços dos macs, também chamava frequentemente à atenção para o facto de não se estarem a comparar máquinas exactamente iguais, e de, normalmente, algumas vantagens dos macs serem ignoradas. No entanto, sempre aceitei a ideia de que, tirando o caso do MacBook, os macs eram um pouco caros.

Hoje, depois de ler este artigo, The Apple Mac Cost Misconception, percebi que os macs não são significativamente mais caros quando comparados com PCs de qualidade equivalente (em vez de se fazer a comparação com PCs que fazem o mesmo). Isto pelo menos quando escolhemos os modelos base do macs. Os problemas são mesmo os upgrades, que na Apple já ficam bem mais caros do que consegue noutros lados…

Via TUAW.

Está quase perfeito : )

Na sequência de posts dedicados ao Leopard, tencionava ter escrito ainda mais uma crítica, sobre uma das funcionalidades sobre a qual tinha mais expectativas, mas que acabou por me desiludir bastante, o Spaces. Infelizmente acabei por não ter tempo de escrever nada antes.

E estou a escrever agora porque parece que com a última actualização do SO, a versão 10.5.3, a maior partes dos problemas foram resolvidos :)

Bem, primeiro, os problemas que havia anteriormente. Basicamente, o Spaces tinha sido pensado para os utilizadores organizarem as várias áreas de trabalho em função das aplicações, i.e., para que todas as janelas de uma aplicação estivessem concentradas num único espaço. Pessoalmente, nunca me pareceu que isso fosse a melhor maneira de fazer as coisas… Embora para algumas aplicações (como o iTunes, o iCal, o Mail, o Adium, e outras em que normalmente só tenho uma janela aberta) até usasse sempre a mesma área de trabalho, preferia organizar as coisas em função das tarefas que estava a efectuar, e tinha aplicações como o Terminal, o Safari, o Vim, etc. constantemente a serem abertas e fechadas em vários espaços.

Mas afinal qual era o problema? Quando tinha uma janela do Safari, por exemplo, aberta na área 1, e estava a trabalhar na área 2, onde precisava de abrir também uma janela do Safari, caso clicasse no ícone do Safari na Dock, ou usasse o Cmd+Tab para mudar de aplicação, ia parar à área 1 (onde estava uma janela do Safari aberta). Ou seja, abrir janelas de uma aplicação que só tinha janelas abertas noutros espaços, era uma chatice. Pior do que isso, às vezes, até quando tinha janelas abertas na área de trabalho actual, as coisas funcionavam mal…

Ainda usei esta opção para desactivar as mudanças de espaço automaticamente, mas aí, quando mudava de aplicação, mesmo tendo janelas abertas no espaço em que estava a trabalhar, nem sempre passavam para a frente das outras (eventualmente seriam as janelas de outro espaço que estavam a ser activadas, não sei). Embora tenha continuado com esta opção assim, o Spaces não funcionava tão bem como devia.

Mas agora parece que as coisas já começaram a funcionar! A última actualização, para além de corrigir alguns aspectos que eram mesmo bugs (como o mudar de espaço quando existiam janelas no espaço actual), trouxe uma nova opção nas preferências, que permite desactivar a mudança de espaços, mas não totalmente. Assim, quando clicamos na Dock, ou usamos o Cmd+Tab para mudar de aplicação, não se muda de área de trabalho. No entanto, se clicarmos na Dock quando já temos a aplicação activa (se clicarmos duas vezes na Dock, por exemplo), já mudamos de espaço.

Apesar de ainda ter alguns pormenores que poderiam ser melhorados (por exemplo, permitir que se escolham as aplicações para as quais queremos ou não mudar de espaço, da mesma forma que podemos associar uma aplicação a um espaço), parece que já está bastante bom.

Agora os pontos negativos

Como referi no post anterior, instalei recentemente o Leopard no meu portátil.

Depois de uma primeira impressão bastante positiva, ao fim de alguns dias de utilização, começo a ficar um pouco desiludido. Não pelas novas funcionalidades (onde tenho também tenho algumas críticas a fazer, mas que ficam para outro dia), mas sobretudo pela falta de estabilidade.

Nestes 5 dias de utilização do Leopard, acho que tive mais problemas do que em 2 anos de utilização do Tiger. É verdade que o sistema é recente, mas mesmo assim, quando comecei a usar o Tiger este também ainda tinha poucos meses, e não foi por isso que deixou de ser um SO extremamente estável.

Mais uma vez, esperava um pouco mais… Vamos lá esperar pela próxima actualização a ver como ficam as coisas, se calhar o problema é estar mal habituado :)

Leopard

Ontem (e hoje…) lá consegui arranjar algum tempo para instalar o Leopard, e depois de uma horas largas de volta de backups, instalação de software, actualizações, configurações, a compilar programas, etc., já está quase tudo a voltar ao normal.

Para já, o único inconveniente a referir, parece ser o facto do Leopard ser um pouco mais pesado do que o Tiger (e o meu velhinho PowerBook G4, já se começa a queixar). De resto, gostei bastante do Spaces, o TimeMachine também parece funcionar bem, e outras aplicações, como o Finder, o Spotlight, o Mail, o iCal, o Preview, ou mesmo o Terminal (restringindo-me às aplicações que uso regularmente), trazem algumas pequenas novas funcionalidades que dão bastante jeito. No geral, parece-me que valeu bem os 65€ que paguei por ele.

Mac OS X Leopard Screenshot