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Entradas com Etiqueta ‘Tecnologia’

Os factos da Microsoft… (2)

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Suspensão de negociação em Londres é a maior em oito anos

Uma falha informática, que impede a conectividade do sistema, é a justificação para a maior suspensão da negociação em oito anos de uma das praças financeiras mais antigas do mundo, a London Stock Exchange (LSE).

[...]

Get the Facts - LSE

Via P@P.

Leitura complementar: Os factos da Microsoft…

Adopção de normas abertas nos sistemas informáticos do Estado

Sábado, 2 de Agosto de 2008

Se há coisa que me irrita, é passar a vida a receber documentos disponibilizados apenas no formato doc, muitos deles, provenientes de organismos públicos, e que sou obrigado a ler. Assim, fico contente por ver esta iniciativa PCP, que espero, venha a mudar esta situação, e outras igualmente limitadoras da liberdades dos cidadãos.

Projecto de Lei n.º 577/X – Normas abertas para informática do Estado

Exposição de Motivos

Numa época em que os Estados recorrem cada vez mais à desmaterialização de processos administrativos e aos suportes digitais, a gestão e a conservação de dados em formatos electrónicos assume uma dimensão de importância estratégica nacional.

Actualmente, as instituições continuam a emitir, trocar e e arquivar uma parte substancial da sua informação em suporte digital através de formatos proprietários. Trata-se de formatos de documentos cujas especificações técnicas não são tornadas públicas pelas empresas que os promovem – pelo contrário, estes formatos são normalmente cobertos por regimes de protecção da propriedade intelectual (como o registo de patentes ou o copyright).

Isto significa que, se a informação em causa é armazenada num formato que o fornecedor de software detém e controla, então pode acontecer que o Estado tenha a capacidade de possuir a informação, mas não tenha nenhuma maneira de a recuperar, excepto usando o software daquela empresa em questão. Se o titular dessa informação não a pode recuperar sem o consentimento do fabricante do software, então estamos perante uma situação de controlo da informação, com implicações que podem assumir a maior gravidade.

Daqui resulta claro que o Estado deve garantir a soberania e o controlo sobre a informação de que é titular, pelo que não pode emitir e manter documentos em formatos cuja utilização dependa potencialmente de opções estratégicas de empresas privadas. Em larga medida, é isso que sucede actualmente. Ainda hoje, no portal da Assembleia da República na Internet, recentemente remodelado, o acesso dos cidadãos aos textos das iniciativas legislativas apresentadas no Parlamento (projectos e propostas de lei ou de resolução, etc.) é disponibilizado através de um formato proprietário, assim como outras informações e aplicações.

Esta situação suscita outro problema central, que se prende com o respeito pela liberdade de opção dos cidadãos na utilização de tecnologias, que o Estado tem evidentemente o dever de garantir e promover. Os cidadãos e as organizações devem poder optar livremente pelas soluções informáticas da sua conveniência e preferência, ao invés de lhes ser imposto pelo Estado, directa ou indirectamente, o recurso a determinadas marcas ou produtos.

Ainda na Sessão Legislativa que agora termina, o Grupo Parlamentar do PCP teve a oportunidade de alertar [Requerimento n.º 949/X (3.ª) AC de 20/3/08] para a situação que actualmente se verifica em todos os municípios: a Direcção-Geral das Autarquias Locais exige, para efeitos de fiscalização do cumprimento da Lei das Finanças Locais, que as câmaras municipais instalem e utilizem uma aplicação informática (“SIAL”) que, segundo instruções da própria Direcção-Geral, só pode funcionar em computadores com os seguintes programas: sistema operativo Microsoft Windows XP (ou superior); Microsoft Office 2003; Microsoft Office 2003 Web Components e Microsoft Internet Explorer 6.0 ou superior (ou compatível) com ligação activa. Trata-se de um exemplo particularmente negativo de dependência tecnológica do Estado para com tecnologias proprietárias, imposta e promovida directamente pelo Poder Central.

Pelo contrário, o que já sucede com o Diário da República Electrónico demonstra que é possível optar por formatos abertos para a publicação de documentos oficiais, respeitando e cumprindo aliás recomendações do Consórcio W3C (consórcio internacional responsável pela rede www), inclusivamente no que concerne à acessibilidade e ergonomia dos conteúdos disponibilizados. Recorrendo ao formato aberto “PDF” (portable document format), cujas especificações técnicas e direitos de propriedade intelectual pertencem já na sua parte substancial ao domínio público, o Estado português garante assim, no presente e no futuro, o acesso público aos documentos em questão. O que é particularmente importante quando os documentos em causa são as páginas do Diário da República…

Em suma, serviços públicos – e documentos públicos – não podem recorrer a formatos privados (proprietários). O próprio conceito de documento público implica a existência de formatos públicos, e isso significa a aplicação de normas abertas. Por outro lado, por razões de eficiência, soberania e segurança, é indispensável promover a interoperabilidade dos sistemas informáticos do Estado.

Interoperabilidade pressupõe compatibilidade de sistemas. Segundo a definição da ISO (a organização Internacional para a Padronização), que é aliás adoptada no articulado deste projecto de lei, trata-se da capacidade de dois ou mais sistemas (computadores, meios de comunicação, redes, software e outros componentes de tecnologia da informação) de interagir e de trocar dados de acordo com um método definido, de forma a obter os resultados esperados. Esta interacção, para ser universal no presente e no futuro, exige que os formatos definidos como norma – os standards – sejam abertos, isto é, possam ser livremente utilizados.

Por todas estas razões, este é um assunto suficientemente importante para justificar a aprovação de uma Lei da Assembleia da República.

[...]

Via Software Livre no Sapo.

PS: Não deixa de ser irónico que, no site da Assembleia da República, tenham disponibilizado o documento no formato doc.

Os factos da Microsoft…

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Não sei se já alguma vez reparam nas campanhas publicitárias da Microsoft “Obtenha os factos”, mas se não viram, podem encontrá-las, por exemplo, aqui ou aqui.

O primeiro comentário que tenho sobre estas campanhas, é que é muito complicado comparar Windows com Linux, ou OpenOffice com MS Office. Por exemplo, dizer que se obtém mais produtividade com um do que com outro, muitas vezes deve-se apenas ao facto de estarmos mais habituado a usar um do que o outro. No entanto, quando me dizem que o Windows lhes permitiu obter maior fiabilidade do que o Linux, questiono-me sobre quais eram os administradores de sistemas que mantiveram a instalação do Linux, ou qual a distribuição usada…

Mas a razão pela qual escrevo este post, é sobre um dos casos práticos em particular, do qual posso falar por experiência: o da Universidade do Minho (UM)/Blackboard.

Apresentar esta caso como exemplo, é, no mínimo, ridículo. E porquê? Basicamente em todo o meu percurso académico (que decorreu na UM), só tive um professor que usou a plataforma, e não é difícil entender esta opção, pois a plataforma era difícil de utilizar, pouco funcional, e pouco usável, quer para os professores, quer para os alunos. Depois, os serviços de informática da UM, são do pior que pode haver (e sempre me fez confusão que uma universidade com um Departamento de Informática como a UM, prestasse tão maus serviços nesta área, excepção feita aos serviços prestados directamente pelo DI), e nunca sabem resolver os problemas que surgem aos alunos. Logo, é de esperar que não se atribua muita credibilidade às escolhas feitas por esses senhores.

Assim, acho que este caso está longe de poder ser usado como exemplo…

Acessibilidade de Conteúdos na Web

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Estive hoje a ler a recomendação da W3C para acessibilidade, versão 1.0 (a versão 2.0 ainda só é Candidate Recommendation), de forma a tentar melhorar as (poucas) páginas web que desenvolvo (o blog não está incluído, pois o software que o suporta não é desenvolvido por mim, mas mesmo assim espero também corrigir alguns defeitos).

Não tenho por objectivo cumprir todas as regras (espero pelo menos atingir o nível de conformidade A), no entanto, parece-me que a maior parte delas até são relativamente fáceis de respeitar. Apesar disso, passo a vida a ver sites de dimensão considerável a não cumprirem algumas regras bastantes simples, o que me leva a colocar a questão: será que os profissionais da área do desenvolvimento web se dão ao trabalho de ler as recomendações da W3C?

Fica a sugestão, para quem ainda não as leu, que o faça. Mesmo que não implementem tudo como é sugerido (pois é provável que tal obrigasse a que certas páginas não ficassem tão funcionais para os utilizadores normais, ou a fazer páginas não tão agradáveis visualmente), provavelmente ficarão a conhecer alguns aspectos que podem facilmente melhorar nas suas páginas, e que contribuirão para uma web mais acessível, por vezes até para utilizadores normais.

Algumas ligações úteis:

OpenOffice

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Experimentei hoje o beta da última versão do OpenOffice. Apesar de raramente usar este tipo de software para produzir documentos, infelizmente tenho que possuir alguma coisa deste género para abrir os documentos que me enviam…

Quanto ao OpenOffice propriamente dito, parece que finalmente tem uma versão minimamente decente para mac. Apesar das melhorias, o desempenho é péssimo… Quase 1 min para abrir uma apresentação, e ao visualizar, demora vários segundos a mudar de página. Até em coisas simples como alterar as preferências, se nota uma enorme lentidão.

Não sei como é que anda o MS Office 2008, mas a versão anterior sempre tinha um desempenho aceitável… Também é verdade que esta versão do OpenOffice ainda é um beta, vamos esperar pela versão final a ver se as coisas melhoram.

Silverlight

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

É de mim, ou daqui a pouco, para vermos uma página de um site da Micro$oft, vamos ser obrigados a instalar o Silverlight? Pelo menos, nas últimas vezes que por lá tenho passado, acaba sempre por me aparecer uma mensagem a pedir para instalá-lo.

Com todas as potencialidades que o AJAX nos oferece, cada vez percebo menos a necessidade de Silverlights e Flashs, mas pronto…

Time Machine

Segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Continuando a série de posts sobre o Leopard (que instalei recentemente), desta vez venho fazer algumas observações sobre a Time Machine.

É sem dúvida uma das novidades de destaque desta nova versão do Mac OS X, e é notável a forma como a Apple consegue pôr qualquer leigo em informática a manter um histórico de backups bem planeado, sem qualquer dificuldade (se bem que uma Time Capsule dava jeito para não ter que se andar sempre a ligar o disco externo).

Depois, a interface de navegação nos backups também me parece bem conseguida, sendo bastante intuitiva, e tendo um aspecto bastante agradável. Pois… mas mais uma vez, este agradável é muito bonito para quem tiver uma boa máquina. Não sei se existe alguma opção para simplificar a interface, tornado o mecanismo mais usável, eu pelo menos ainda não vi nada, e sem ela, tentar recuperar um ficheiro usando a Time Machine, é uma valente dor de cabeça.

PS: Presumo que nas máquinas mais recentes este problema não se levante, pois se assim não for, parece-me uma falha grave da Apple.

Agora os pontos negativos

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Como referi no post anterior, instalei recentemente o Leopard no meu portátil.

Depois de uma primeira impressão bastante positiva, ao fim de alguns dias de utilização, começo a ficar um pouco desiludido. Não pelas novas funcionalidades (onde tenho também tenho algumas críticas a fazer, mas que ficam para outro dia), mas sobretudo pela falta de estabilidade.

Nestes 5 dias de utilização do Leopard, acho que tive mais problemas do que em 2 anos de utilização do Tiger. É verdade que o sistema é recente, mas mesmo assim, quando comecei a usar o Tiger este também ainda tinha poucos meses, e não foi por isso que deixou de ser um SO extremamente estável.

Mais uma vez, esperava um pouco mais… Vamos lá esperar pela próxima actualização a ver como ficam as coisas, se calhar o problema é estar mal habituado :)

Leopard

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Ontem (e hoje…) lá consegui arranjar algum tempo para instalar o Leopard, e depois de uma horas largas de volta de backups, instalação de software, actualizações, configurações, a compilar programas, etc., já está quase tudo a voltar ao normal.

Para já, o único inconveniente a referir, parece ser o facto do Leopard ser um pouco mais pesado do que o Tiger (e o meu velhinho PowerBook G4, já se começa a queixar). De resto, gostei bastante do Spaces, o TimeMachine também parece funcionar bem, e outras aplicações, como o Finder, o Spotlight, o Mail, o iCal, o Preview, ou mesmo o Terminal (restringindo-me às aplicações que uso regularmente), trazem algumas pequenas novas funcionalidades que dão bastante jeito. No geral, parece-me que valeu bem os 65€ que paguei por ele.

Mac OS X Leopard Screenshot

Nova versão da WordPress

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Recentemente actualizei o meu site, e aproveitei também para actualizar o software que é usado no blog para a versão mais recente. Apesar de terem adicionado algumas novidades interessantes (como já não ser preciso instalar os widgets da barra lateral em separado), também adicionaram outras que mais valia não existirem!

Falo do novo editor WYSIWYG, que para começar, não me parece nada prático nem funcional. Para piorar as coisas, o editor rudimentar (em que trabalhamos directamente com HTML), deixou de funcionar como devia! Depois de guardar um texto, caso o volte a editar, perco a definição dos parágrafos.

Resumindo, mais vale ter coisas simples e funcionais, do que ter coisas que até parecem muito bonitas, mas que não fazem nada de jeito!

São razões semelhantes que me fazem preferir trabalhar com o LaTeX em vez de Words e companhia…