Um Novo Caminho na Investigação?

Princeton goes open access to stop staff handing all copyright to journals – unless waiver granted

Não tenho nada contra as editoras, nem contra o seu modelo de negócio, mas tendo em conta que actualmente a investigação é maioritariamente financiada pelo estado/contribuintes, este devia ser o caminho a seguir há muito tempo. Esta devia ser uma exigência das organizações públicas para financiar a investigação.

Actualmente, esta medida poderá levantar problemas aos investigadores da Universidade de Princeton, mas se outras universidades lhe seguirem o exemplo, a mudança é possível.

Novo Website

Coloquei recentemente online a nova versão do meu website. Na sua base, esta nova versão usa as mesmas tecnologias da antiga, XML e XSLT, com a diferença que dantes as páginas eram geradas manualmente, e agora estou a usar o CMS Symphony para me facilitar esta tarefa. Espero que desta forma me seja possível manter o website mais actualizado :).

Adicionalmente, a utilização do Symphony também me permitiu adicionar algumas funcionalidades dinâmicas, como páginas com comentários, página de contacto, e função de pesquisa. Entre as novas funcionalidades estão também uma versão em inglês do website, e uma página com as novidades que forem surgindo. Apesar de já estar online, o website ainda não está totalmente concluído, e ainda há algumas funcionalidades que tenciono adicionar, bem como algumas optimizações em falta.

Também aproveitei esta mudança para rever os conteúdos que disponibilizava no meu website, tendo removido, adicionado e actualizado conteúdos. Por exemplo, as páginas dos widgets e dos temas para WordPress passaram para o website (saindo daqui do blog).

Para terminar, referia que aproveitei esta mudança para trocar o domínio do meu website (e do blog também), que passa a ser rcgoncalves.net, em vez de rcg-pt.net (apesar deste último continuar a poder ser usado).

Para já é tudo, nos próximos dias espera ter tempo para escrever mais qualquer coisa sobre o assunto, falando um pouco do processo de desenvolvimento desta nova versão do meu website (nomeadamente das tecnologias e ferramentas usadas).

Comunidade Portugal-a-Programar Faz 6 Anos

A comunidade Portugal-a-Programar completou no passado dia 28 de Maio 6 anos de existência. Foram 6 anos a contribuir para a discussão e divulgação de temas ligados programação e informática em geral, que recentemente lhe valeram o título de um dos recursos online mais influentes na área das tecnologias.

A comunidade mantém diversos projectos, dos quais se destacam o fórum, um local privilegiado para a discussão e esclarecimento de dúvidas, a revista PROGRAMAR, onde regularmente podemos ler artigos sobre diversos temas relacionadas com a programação e informática, e o wiki, um repositório colaborativo de conteúdos como tutoriais ou exemplos de código.

Empregos Verdes e… Matemática

Via A ciência não é neutra, cheguei a este documento, intitulado Estudo sobre Empregos Verdes em Portugal, da responsabilidade CEEETA-ECO e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Na página 128 do referido documento encontramos o seguinte texto:

Segundo um estudo da European Wind Energy Association (EWEA, 2009), a energia eólica em Portugal em 2007 apresentava 800 postos de trabalho em termos de emprego directo. Segundo DGEG (2009), em 2007 a potência instalada em energia eólica era de 2 201 MW, o que corresponde a um indicador que rondará os 2,75 postos de trabalho por MW.

800 postos de trabalho a dividir por 2201 MW daria um valor de 0,36 postos de trabalho por MW. De onde vem então o valor de 2,75? É o resultado de dividir os MW pelos postos de trabalho. É claro que isto são os MW por posto de trabalho, e não os postos de trabalho por MW!

De referir que este número é posteriormente usado para estimar os empregos verdes criados em Portugal. Dá para imaginar a qualidade da estimativa que daqui vai resultar. Sobre este tema, vale ainda a pena ler os posts de Pinto de Sá sobre o assunto.

Responsabilidades

Na sequência desta notícia, também gostava de saber quando é que o Ministério Público vai abrir um inquérito ao comportamento dos governantes?

Também não deixa de ser curioso que tenham decidido abrir o inquérito no período de campanha eleitoral. Nada como abrir um inquérito às agências de rating (o próximo deve ser o inquérito aos especuladores), para distrair as pessoas dos verdadeiros responsáveis pelo estado em que estamos.

Liberdade de Escolha

A escola pública é um magnífico meio de propaganda ideológica, por isso é natural que certos partidos (em Portugal, normalmente de esquerda) a promovam a todo custo.

Mas não deixa de ser interessante ver que certos políticos que tanto defendem a escola pública, e que afirmam que esta está cada vez melhor, escolhem escolas privadas para os filhos. A liberdade de escolher uma escola de qualidade, é algo que alguns preferem reservar só para eles.

Entretanto, fico também à espera dos resultados da auditoria para se saber o custo médio por aluno, que parece ter sido finalmente autorizada, que não percebo por que é que não foi feita antes de se tomarem decisões sobre os cortes de financiamento às escolas com contrato de associação. Mas mais vale tarde do que nunca.

Matemáticos

Dois homens que faziam uma viagem de balão perdem-se no meio do deserto. Vêem um indivíduo a meditar à sombra de uma palmeira e perguntam-lhe:

– Por favor, pode-nos dizer onde estamos?

Após um longo momento de reflexão, o homem responde:

– Num balão.

– Muito obrigado, senhor matemático.

O homem pergunta então intrigado:

– Como sabem que sou matemático?

Respondem os homens que iam no balão:

– Por três razões. Primeiro, reflectiu bastante antes de nos responder. Segundo, porque a sua resposta estava muito exacta. E terceiro, porque não nos serve de nada.

iOS 4: Primeiras Impressões

Foi hoje lançada a nova versão do sistema operativo para iPhone e iPod Touch, o iOS 4.

Já fiz o update, que correu sem problemas (as configurações de sistema, dados de aplicações e afins foram mantidos).

As principais diferenças que notei:

  • wallpaper (apesar da utilidade prática ser pouca ou nenhuma);
  • pastas para organizar as aplicações (isto até dá jeito);
  • possibilidade de ver todos os emails em simultâneo, em vez de só podermos ver as mensagens de cada conta em separado (uma das funcionalidades que mais me agradou até agora);
  • emails organizados por thread;
  • corrector ortográfico (se bem que ainda não percebi como seleccionar ou idioma).

Do tão falado multitasking, até agora mal dei por ele (nada de que não estivesse à espera)…

Dropbox

O Dropbox é um serviço/aplicação que permite sincronizar ficheiros entre várias máquinas de uma forma bastante simples. Permite também partilhar ficheiros com outros utilizadores, assim como acesso aos ficheiros através de um browser (assumindo que temos acesso à internet, é claro). Adicionalmente o serviço mantém um histórico das alterações aos ficheiros, sendo possível recuperar versões antigas dos mesmos, ou até ficheiros eliminados.

Ouvi falar pela primeira vez do serviço há mais de dois anos, quando ainda só havia uma versão beta. Foi também nessa altura que me registei. No entanto, praticamente não usava o serviço. Até que há uns meses atrás decidi voltar a experimentá-lo. Apesar de não costumar usar mais do que uma máquina, trabalho frequentemente com máquinas virtuais, e torna-se extremamente simples partilhar ficheiros entre as máquinas virtuais desta forma. Adicionalmente, o Dropbox foi também a forma mais simples que encontrei de passar documentos para o iPod Touch, plataforma para a qual também é disponibilizada uma aplicação (gratuita). Para além de permitir passar os ficheiros para o iPod Touch, também permite ler os ficheiros, e fornece um browser de ficheiros (que o iPod Touch não tem…).

O serviço disponibiliza gratuitamente 2 GB, que podem ser aumentados convidando novos utilizadores (recebem 250 MB por cada novo utilizador, até um máximo de 32 utilizadores/8 GB). Adicionalmente, se se registarem usando um referral ganham logo 250MB (começam com 2.25 GB em vez de 2 GB). Para aqueles que precisarem de mais espaço, também existem dois planos pagos (50 GB por 9.99$/mês e 100 GB por 19.99$/mês).

Google Chrome

Há umas semanas atrás decidi dar uma oportunidade ao Google Chrome, e comecei a usá-lo como browser principal, tendo praticamente deixado de usar o Safari.

Umas das razões que me levou a experimentar o Chrome foi o consumo de memória completamente absurdo do Safari. Como passava semanas sem encerrar o Safari, facilmente atingia consumos de memória da ordem dos 500MB, e o pior de tudo é que mesmo depois de fechar vários separadores (ou mesmo todos), o consumo de memória continuava elevado. Tipo, parece-me aceitável que gaste 300 ou até 400MB de memória quando estão umas dezenas de páginas aberta, mas depois de as fechar, esperava que o consumo de memória baixasse para valores próximos de quando o Safari arranca, ou de quando acabamos de abrir uma ou duas páginas (algo na ordem dos 100MB parece-me aceitável). Mas isto não acontece, e várias vezes tinha o Safari sem qualquer página aberta a gastar mais de 400MB.

Nos testes que fiz, este parece ser um problema que o Chrome consegue resolver. A verdade é que ao usar vários processos separados para abrir as páginas, torna-se mais simple fazer a gestão da memória, e tendo em conta que depois de fecharmos todas a janelas, os processos a elas associados terminam (fazendo com que toda a memória que o processo estava a consumir seja libertada), a maior parte da memória é efectivamente libertada.

Um dos problemas que encontro no Firefox para Mac OS X é o facto de este não estar bem integrado no SO. Não usa os certificados do SO, não usa o sistema de gestão de palavras-passe SO, não usa o corrector ortográfico do SO, não usa as definições de proxy do SO, etc. Estas foram algumas das razões que me levaram a deixar de usar o Firefox no Mac OS X. Pensei que o Chrome fosse apresentar o mesmo problema, mas felizmente estava enganado, e parece estar razoavelmente integrado no SO.

Por outro lado, descobri hoje que o Chrome possui algumas funcionalidades bastante interessantes ao nível do controlo de cookies, JavaScript e plugins (Flash). As primeiras eram duas das coisas que mais falta me faziam no Safari (para bloquear o Flash já tinha arranjado um plugin). Relativamente aos cookies, tem a opção de perguntar se quero aceitar ou bloquear os cookies, e tem a opção de guardar a opção para aquele site, permitindo-me construir facilmente uma lista de sites onde quero permitir (ou não) a utilização de cookies. Ao nível de JavaScript permite-me desactivá-lo, tendo uma lista de excepções para indicar sites onde este deve ser permitido (penso que é algo semelhante ao que o NoScript faz). Quanto ao Flash, o funcionamento é semelhante ao do JavaScript. Adicionalmente, sempre que uma página é impedida de usar cookies, JavaScript ou Flash, aparece um ícone na barra de endereço, que permite facilmente activar a funcionalidade para aquele site (infelizmente para já apenas permite adicionar o site à lista de excepção, e não dar autorizações temporárias).

É claro que o Chrome está longe de ser perfeito, tem alguns bugs (nada de admirar, visto que estou a usar a versão de desenvolvimento), e faltam algumas funcionalidades importantes, como o Java e a possibilidade de visualizar ficheiros PDF directamente. Ainda assim, estou bastante satisfeito.