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Arquivo da Categoria ‘Tecnologia’

Click to Flash

Sábado, 16 de Maio de 2009

Há uns anos atrás, comecei a usar uma extensão para o Safari chamada SafariStand. Já não sei exactamente qual o motivo que me levou a usar esta extensão, mas com o tempo comecei a dar cada vez menos importância às funcionalidade por esta disponibilizadas. Actualmente, penso que a única funcionalidade que realmente me dava jeito era a capacidade de bloquear flash nos sites, sendo estes conteúdos apenas carregados quando clicasse neles.

Como o Stand é uma extensão um pouco pesada, decidi procurar por outras extensões que me permitissem bloquear flash no Safari, e encontrei uma extensão chamada Click to Flash. Tal como o nome indica, serve para bloquear flash, e possuiu mais algumas opções neste campo quando comparado com o Stand. Por exemplo, permite indicar sites em que o flash não é bloqueado, ou carregar todos os conteúdos em flash de uma página de uma só vez.

Para aqueles que usam Safari/MacOSX, e que, tal como eu, se sentem incomodados com grande parte das animações flash que se vêem nos sites, penso que é uma extensão que vale a pena experimentar.

Mais um widget – GuiaTV

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Como parece que também havia bastante gente a usar o widget GuiaTV (tal como o Dicionario, este também da autoria do José Coelho), resolvi revê-lo, de forma a tentar resolver os problemas que tinha, e parece que ficou novamente a funcionar :)

Quem estiver interessado, pode fazer o download aqui.

Eventos na área de Computação Avançada

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

No final do mês de Maio e início do mês de Junho vão se realizar três eventos no âmbito do programa UTAustin-Portugal (área de Computação Avançada):

Dicionário de português – widget para MacOSX

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

O Dicionário era um dos widgets que mais falta me fazia no MacOSX. Infelizmente, há alguns dias atrás, depois de algumas alterações no site da Priberam (donde o widget extraía a informação), deixou de funcionar. Adicionalmente, o autor (José Coelho) também deixou de manter o widget.

Resolvi então dedicar algum tempo a analisar o código fonte do widget, de modo a tentar resolver o problema.

Nunca tinha trabalhado no desenvolvimento de widgets, nem com JavaScript (a linguagem mais relevante para este widget), mas a Apple disponibiliza uma excelente ferramenta para este tipo de tarefa, o Dashcode (que infelizmente só descobrir depois de já ter perdido umas horas a usar o Vim como editor, e a Console para ver os erros), e o JavaScript também é relativamente simples (a minha maior dificuldade foi não ter encontrado uma API com as funções que poderia usar).

E assim, aos fim de alguns dias, lá consegui colocar o widget novamente funcional.

Quem estiver interessado, pode fazer download do widget aqui: DicionarioPT.
Também criei uma página com informações sobre o widget aqui.

SO irritante!!! (2)

Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Parece que não sou o único a queixar-me da forma como o sistema de actualizações do windows funciona…

A reinicialização automática do windows depois das actualizações, levou os responsáveis pelo sistema informático de um hospital a desligar as actualizações de segurança, que foi, basicamente, a mesma solução que eu encontrei para resolver o problema. Só que neste caso, fez com que os pcs ficassem vulneráveis, e fossem infectados por programas maliciosos. De realçar que estamos a falar do sistema informático de um hospital!

PS: Obviamente que os responsáveis do sistema informático do hospital também têm culpas no sucedido, mas se o modo de actuar do windows fosse outro, provavelmente nunca teria sido necessário desligar as actualizações.

25 anos

Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Time Machine no Tiger ou no Linux

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

Há algum tempo atrás, depois de começar a usar um MacBook como a minha máquina principal, decidi voltar a meter o Tiger no meu PowerBook. Tendo em conta o pouco uso que lhe dou actualmente, chega perfeitamente. A única funcionalidade que senti mesmo falta, foi a Time Machine.

Tendo em conta que era uma funcionalidade que também me dava jeito no Linux, decidi investigar um pouco, para ver se encontrava alguma alternativa. Depois de ler isto e isto, consegui perceber o funcionamento da Time Machine. As scripts apresentadas nos sites indicados, tinha o problema de não fazer uma gestão tão elaborada dos backups antigos como a Time Machine. Assim, decidi fazer uma script um pouco mais completa.

O resultado final pode ser encontrado aqui.

É uma script Perl, que faz backups incrementais (usando o rsync), e que apenas apaga os antigos, caso seja usada uma opção disponível para esse efeito. A estratégia seguida para apagar backups antigos é semelhante à seguida na Time Machine: backups das últimas 24 horas, backups diários dos últimos 30 dias, e backups semanais no resto (no entanto, alterando algumas varáveis na script, podemos adaptar isto às nossas necessidade).

Para ter a script a correr de hora em hora, é só adicionar uma entrada no cron (o ideal seria usar o launchd, mas estava a ter alguns problemas com esta alternativa).

NOTA: A script foi testada em Linux (Debian 4.0) e em MacOSX, estando, aparentemente, a funcionar sem problemas. Ainda assim, recomendo algum cuidado com a sua utilização, pois pode conter bugs. Deverá funcionar em qualquer sistema UNIX, mas não testei em mais nenhum, para além dos 2 anteriormente citados.

Os factos da Microsoft… (2)

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Suspensão de negociação em Londres é a maior em oito anos

Uma falha informática, que impede a conectividade do sistema, é a justificação para a maior suspensão da negociação em oito anos de uma das praças financeiras mais antigas do mundo, a London Stock Exchange (LSE).

[...]

Get the Facts - LSE

Via P@P.

Leitura complementar: Os factos da Microsoft…

Os macs são caros?

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

De acordo com um artigo da Tom’s Hardware, a resposta a esta pergunta não é o “sim” incondicional que muita gente teima em dar.

Já em vários momentos fiz pesquisas à procura de portáteis para recomendar a amigos, e era frequente chegar à conclusão de que o MacBook era uma das melhores opções. Em algumas discussões que tive que colegas sobre os preços dos macs, também chamava frequentemente à atenção para o facto de não se estarem a comparar máquinas exactamente iguais, e de, normalmente, algumas vantagens dos macs serem ignoradas. No entanto, sempre aceitei a ideia de que, tirando o caso do MacBook, os macs eram um pouco caros.

Hoje, depois de ler este artigo, The Apple Mac Cost Misconception, percebi que os macs não são significativamente mais caros quando comparados com pcs de qualidade equivalente (em vez de se fazer a comparação com pcs que fazem o mesmo). Isto pelo menos quando escolhemos os modelos base do macs. Os problemas são mesmo os upgrades, que na Apple já ficam bem mais caros do que consegue noutros lados…

Via TUAW.

Adopção de normas abertas nos sistemas informáticos do Estado

Sábado, 2 de Agosto de 2008

Se há coisa que me irrita, é passar a vida a receber documentos disponibilizados apenas no formato doc, muitos deles, provenientes de organismos públicos, e que sou obrigado a ler. Assim, fico contente por ver esta iniciativa PCP, que espero, venha a mudar esta situação, e outras igualmente limitadoras da liberdades dos cidadãos.

Projecto de Lei n.º 577/X – Normas abertas para informática do Estado

Exposição de Motivos

Numa época em que os Estados recorrem cada vez mais à desmaterialização de processos administrativos e aos suportes digitais, a gestão e a conservação de dados em formatos electrónicos assume uma dimensão de importância estratégica nacional.

Actualmente, as instituições continuam a emitir, trocar e e arquivar uma parte substancial da sua informação em suporte digital através de formatos proprietários. Trata-se de formatos de documentos cujas especificações técnicas não são tornadas públicas pelas empresas que os promovem – pelo contrário, estes formatos são normalmente cobertos por regimes de protecção da propriedade intelectual (como o registo de patentes ou o copyright).

Isto significa que, se a informação em causa é armazenada num formato que o fornecedor de software detém e controla, então pode acontecer que o Estado tenha a capacidade de possuir a informação, mas não tenha nenhuma maneira de a recuperar, excepto usando o software daquela empresa em questão. Se o titular dessa informação não a pode recuperar sem o consentimento do fabricante do software, então estamos perante uma situação de controlo da informação, com implicações que podem assumir a maior gravidade.

Daqui resulta claro que o Estado deve garantir a soberania e o controlo sobre a informação de que é titular, pelo que não pode emitir e manter documentos em formatos cuja utilização dependa potencialmente de opções estratégicas de empresas privadas. Em larga medida, é isso que sucede actualmente. Ainda hoje, no portal da Assembleia da República na Internet, recentemente remodelado, o acesso dos cidadãos aos textos das iniciativas legislativas apresentadas no Parlamento (projectos e propostas de lei ou de resolução, etc.) é disponibilizado através de um formato proprietário, assim como outras informações e aplicações.

Esta situação suscita outro problema central, que se prende com o respeito pela liberdade de opção dos cidadãos na utilização de tecnologias, que o Estado tem evidentemente o dever de garantir e promover. Os cidadãos e as organizações devem poder optar livremente pelas soluções informáticas da sua conveniência e preferência, ao invés de lhes ser imposto pelo Estado, directa ou indirectamente, o recurso a determinadas marcas ou produtos.

Ainda na Sessão Legislativa que agora termina, o Grupo Parlamentar do PCP teve a oportunidade de alertar [Requerimento n.º 949/X (3.ª) AC de 20/3/08] para a situação que actualmente se verifica em todos os municípios: a Direcção-Geral das Autarquias Locais exige, para efeitos de fiscalização do cumprimento da Lei das Finanças Locais, que as câmaras municipais instalem e utilizem uma aplicação informática (“SIAL”) que, segundo instruções da própria Direcção-Geral, só pode funcionar em computadores com os seguintes programas: sistema operativo Microsoft Windows XP (ou superior); Microsoft Office 2003; Microsoft Office 2003 Web Components e Microsoft Internet Explorer 6.0 ou superior (ou compatível) com ligação activa. Trata-se de um exemplo particularmente negativo de dependência tecnológica do Estado para com tecnologias proprietárias, imposta e promovida directamente pelo Poder Central.

Pelo contrário, o que já sucede com o Diário da República Electrónico demonstra que é possível optar por formatos abertos para a publicação de documentos oficiais, respeitando e cumprindo aliás recomendações do Consórcio W3C (consórcio internacional responsável pela rede www), inclusivamente no que concerne à acessibilidade e ergonomia dos conteúdos disponibilizados. Recorrendo ao formato aberto “PDF” (portable document format), cujas especificações técnicas e direitos de propriedade intelectual pertencem já na sua parte substancial ao domínio público, o Estado português garante assim, no presente e no futuro, o acesso público aos documentos em questão. O que é particularmente importante quando os documentos em causa são as páginas do Diário da República…

Em suma, serviços públicos – e documentos públicos – não podem recorrer a formatos privados (proprietários). O próprio conceito de documento público implica a existência de formatos públicos, e isso significa a aplicação de normas abertas. Por outro lado, por razões de eficiência, soberania e segurança, é indispensável promover a interoperabilidade dos sistemas informáticos do Estado.

Interoperabilidade pressupõe compatibilidade de sistemas. Segundo a definição da ISO (a organização Internacional para a Padronização), que é aliás adoptada no articulado deste projecto de lei, trata-se da capacidade de dois ou mais sistemas (computadores, meios de comunicação, redes, software e outros componentes de tecnologia da informação) de interagir e de trocar dados de acordo com um método definido, de forma a obter os resultados esperados. Esta interacção, para ser universal no presente e no futuro, exige que os formatos definidos como norma – os standards – sejam abertos, isto é, possam ser livremente utilizados.

Por todas estas razões, este é um assunto suficientemente importante para justificar a aprovação de uma Lei da Assembleia da República.

[...]

Via Software Livre no Sapo.

PS: Não deixa de ser irónico que, no site da Assembleia da República, tenham disponibilizado o documento no formato doc.