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Empregos Verdes e… Matemática

Via A ciência não é neutra, cheguei a este documento, intitulado Estudo sobre Empregos Verdes em Portugal, da responsabilidade CEEETA-ECO e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Na página 128 do referido documento encontramos o seguinte texto:

Segundo um estudo da European Wind Energy Association (EWEA, 2009), a energia eólica em Portugal em 2007 apresentava 800 postos de trabalho em termos de emprego directo. Segundo DGEG (2009), em 2007 a potência instalada em energia eólica era de 2 201 MW, o que corresponde a um indicador que rondará os 2,75 postos de trabalho por MW.

800 postos de trabalho a dividir por 2201 MW daria um valor de 0,36 postos de trabalho por MW. De onde vem então o valor de 2,75? É o resultado de dividir os MW pelos postos de trabalho. É claro que isto são os MW por posto de trabalho, e não os postos de trabalho por MW!

De referir que este número é posteriormente usado para estimar os empregos verdes criados em Portugal. Dá para imaginar a qualidade da estimativa que daqui vai resultar. Sobre este tema, vale ainda a pena ler os posts de Pinto de Sá sobre o assunto.

Matemáticos

Dois homens que faziam uma viagem de balão perdem-se no meio do deserto. Vêem um indivíduo a meditar à sombra de uma palmeira e perguntam-lhe:

– Por favor, pode-nos dizer onde estamos?

Após um longo momento de reflexão, o homem responde:

– Num balão.

– Muito obrigado, senhor matemático.

O homem pergunta então intrigado:

– Como sabem que sou matemático?

Respondem os homens que iam no balão:

– Por três razões. Primeiro, reflectiu bastante antes de nos responder. Segundo, porque a sua resposta estava muito exacta. E terceiro, porque não nos serve de nada.

Matemática Concreta ou Abstracta?

Hoje em dia vemos cada vez mais pessoas a defender que se deve ensinar a Matemática aplicada a exemplos concretos. Mas será que é mesmo essa a melhor forma? Será mesmo esse o método de ensino que prepara melhor os alunos para enfrentar os problemas com que se deparam no dia-a-dia? Parece que não. Parece que quando se ensina a Matemática em abstracto, os alunos ficam melhor preparados para responder a novas situações com que se deparem…

Às vezes a Matemática não é tão simples como parece

Encontrei hoje este artigo, que mostra que às vezes a Matemática engana… Já é um pouco antigo, mas para quem ainda não conhecer, penso que vale a pena ler.

Algumas das coisas lá ditas sempre me pareceram mais ou menos óbvias, e já tinha verificado que muitas pessoas erram a fazer contas com percentagens, mas a questão da média das velocidades, nunca me tinha apercebido dela!

Um excelente site de Matemática

Se há alguns anos atrás, quando tínhamos uma dúvida a solução era ir procurar em livros, hoje em dia temos muitas mais alternativas. Uma delas é a internet e o milhares de sites que disponibiliza. Um bom local para tirar dúvidas é a bem conhecida Wikipedia, que, no entanto, tal como a maioria dos sites de internet, apresenta um problema, a qualidade/correcção da informação lá contida.

Recentemente (enquanto fazia um dos testes práticos de Teoria de Números) descobri um site onde podemos encontrar informação de qualidade: MathWorld.

Projecto Euler

Há algum tempo atrás já tinha ouvido falar no Projecto Euler, mas nunca me tinha dado ao trabalho de investigar do que se tratava.

Ontem, depois de me fazerem uma pergunta sobre o projecto, lá resolvi ver do que se tratava.

Basicamente encontramos lá uma série de desafios ligados à matemática que podemos resolver usando programação. Para quem gosta de programação, algoritmos e/ou Matemática certamente vai poder encontrar lá alguns desafios interessantes.

Um pormenor interessante que vi no site do projecto, é que afinal o Haskell é bem mais popular do que eu pensava (neste momento é a 4ª linguagem mais popular)… É claro que o C/C++ (as verdadeiras linguagens 🙂 ) lideram o ranking.

Quando tiver tempo vou ver se coloco aqui algumas propostas de resolução dos problemas (em Haskell é claro)…


Já podem encontrar as resolução de alguns dos problemas aqui. A maior parte deles foram resolvidos em Haskell, tal como tinha dito. No entanto, para alguns deles optei pelo C, pois eram mais fácil de encontrar uma solução eficiente nesta linguagem para o problema. Há ainda três problemas para os quais disponibilizei soluções nas duas linguagens (é capaz de ser interessante comparar o tempo de execução de ambas as soluções…).