Linux: Evolução?

A minha experiência com Linux começou há um pouco mais de 10 anos atrás.  Primeiro com a utilização do Red Hat nos PCs da universidade, e algum tempo depois em casa, usando o Fedora, que tinha acabado de ser lançado.

Lembro-me que na altura a instalação do Fedora era incrivelmente simples, apesar de todos os mitos existentes na época, quanto à dificuldade do Linux.  Na verdade, considero que a instalação do Linux era até bem mais simples do que a do Windows.  É claro que havia alguns problemas de compatibilidade com hardware, mas havia suporte razoável para praticamente tudo (quando substituí o Fedora pelo SuSE, penso que passei mesmo a ter suporte para tudo).

Depois de passagens por várias distribuições, acabei por assentar no Debian, pela sua estabilidade fora de série.  Desde 2007 a 2011, consegui manter um sistema praticamente sem qualquer falhas/crashes, e mais uma vez com todo o hardware a funcionar.

Mais recentemente, depois de trocar de desktop, a gráfica ainda não era suportada pelo kernel da última versão do Debian, pelo acabei por decidir experimentar o Ubuntu 12.04 LTS, uma versão já com mais de um ano na altura da instalação.  Esperava um nível de estabilidade semelhante ao Debian, mas enganei-me redondamente…

Logo nos primeiros dias, durante a instalação e configuração da máquina tive mais crashes que em todos os anos em que usei Debian juntos.  Depois, os problemas com o hardware também estão de volta.  Foram precisos vários dias para conseguir afinar o SO, em que tive que lidar com problemas de formatação de disco (alinhamento de sectores, que não estava a ser bem efectuado para o meu disco), problemas com o esquema de partições (GPT), problemas com o UEFI e gestor de arranque, etc.

Em cima disto tudo, temos ainda os ambientes gráficos.  Seja com o GNOME 3, o KDE, ou o Unity, a experiência de utilização pareceu-me bastante inferior à que obtinha com o GNOME 2, que disponibilizava um ambiente gráfico muito simples e fácil de usar.  A solução passou por perder uma horas a configurar um ambiente GNOME Classic (depois de experimentar o LXDE e o XFCE).

Moral da história: às vezes parece que o Linux em vez de evoluir, está a regredir.

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