Arquivo Anual: 2011

Aplicações para iPhone/iPod Touch

Existem milhares de aplicações disponíveis para os dispositivos móveis da Apple (iPhone, iPod Touch, e iPad). Se por um lado isto dá muitas opções aos utilizadores, por outro lado também dificulta a escolha da aplicação ideal para um determinado fim. Assim, pretendo aqui deixar uma análise a uma lista de aplicações que mais uso, na esperança que tal seja útil a quem está a escolher aplicações para usar.

Dropbox

O Dropbox é uma aplicação para sincronizar ficheiros entre vários dispositivos, e já aqui a referi anteriormente. Disponibiliza uma forma muito simples de copiar ficheiros entre um PC e um iPhone/iPod. Adicionalmente, também nos permite visualizar alguns dos formatos de ficheiros mais comuns.
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iBooks

É a aplicação disponibilizada pela Apple para ler ebooks. É uma aplicação bastante simples, e, na minha opinião, serve perfeitamente o seu propósito.
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Skype

Aplicação de VoIP bastante conhecida. Disponibiliza uma forma simples (e barata) de podermos falar com outras pessoas. Uma aplicação simples, mas com o essencial.
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Linphone

Tenho uma conta VoIP do Sapo, que me permite fazer chamadas gratuitas para a rede fixa. Para ter acesso ao serviço, só é preciso um cliente SIP. Primeiro experimentei o Fring, mas nunca o consegui ter a funcionar decentemente. Na altura, a única alternativa que encontrei foi o Linphone. Tem apenas um ecrã para marcar números, um histórico, e acesso à lista de contactos. Basicamente, aquilo que é necessário neste tipo de aplicações. Nas primeiras versões que usei, tinha problemas ao reiniciar a aplicação, mas entretanto parece que os problemas foram resolvidos.
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Grocery Gadget Basic

Já testei dezenas de aplicações para fazer listas de compras. Em quase todas elas, ou havia funcionalidades em falta, ou tinham muitas funcionalidades que eu não usava e que tornavam a UI desagradável/confusa, ou tinham uma UI muito mal desenhada. Durante muito tempo usei o Grocery iQ, mas comecei a achar a aplicação confusa de mais, e por isso decidi voltar a testar novas aplicações. Acabei por escolher Grocery Gadget Basic. Tem as funcionalidades que me são úteis (várias listas, categorias, quantidades), e tem uma UI bastante simples (sem confusões com lojas, códigos de barras, cupões, cartões, etc.).
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Nexus Money

Esta foi mais uma categoria onde testei mais de uma dezena de aplicações até encontrar uma que me pareceu adequada ao meu uso. O Nexus Money é uma aplicações para manter um registo das nossas finanças (o dinheiro que ganhámos e que gastamos). As entradas, para além de um título, valor, e data, também têm categoria (que é automaticamente escolhida para entradas que já tenham sido usadas anteriormente), um campo para descrição mais detalhada, e a hipótese de definir repetições. O ecrã principal mostra-nos os detalhes de um dia, bem como o balanço actual, e o total de despesas e ganhos para o mês actual. Permite também mostrar alguns relatórios, por exemplo, com as despesas por categoria para um determinado período, ou um gráfico com as despesas e ganhos ao longo dos meses. Apesar de tudo, a parte dos relatórios é um aspecto onde acho que esta aplicação poderia evoluir bastante, sobretudo ao nível de gráficos. As funcionalidades da aplicações incluem também a possibilidade de definir uma password para aceder à aplicação, de escolher a moeda, ou de fazer backups (os ficheiros de backup são XML, pelo que podem ser facilmente usados noutras aplicações).
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Awesome Note

O aNote é uma aplicação para guardar notas. As notas podem ser de vários tipos (como aniversários ou TODOs). Uso-a essencialmente para guardar TODOs, e ocasionalmente para simples notas. Possui a possibilidade de organizar as notas em diferentes pastas, havendo a possibilidade de proteger as pastas com password. Os TODOs podem ter data limite para serem feitos, estado (em progresso, pendentes, etc.), podem-se repetir periodicamente, e podem também ter um alarme (que podemos dizer para se repetir todos os dias depois da data limite). Também podemos associar tags às notas, e atribuir-lhe um nível de importância. Relativamente à visualização da lista de notas, oferece um amplo conjunto de opções, ao nível da informação mostrada, aos nível de filtragem de notas, e ao nível da ordenação. Por fim, também oferece várias opções de sincronização, partilha, e backup.
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Converter Plus

O Converter Plus é uma aplicação de conversão de unidades. É particularmente útil quando se está num país que usa um sistema de unidades diferente do nosso (como o Reino Unido, ou os EUA). Oferece um extenso conjunto de grandezas e de unidades. Permite personalizar a UI de modo a mostrar apenas as grandezas e unidades que nos interessam.
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WordWeb Dictionary

O WordWeb é um dicionário de inglês offline. Não é nada de mais, mas chega para o que preciso. Já testei algumas alternativas, com bases de dados maiores, como o Dictionary.com e o Dictionary!, mas para além de terem publicidade, também tinham alguns bugs.
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E pronto, por agora fico por aqui. Há mais algumas aplicações que uso (desde logo as que nem podemos remover), mas fiquei-me por aquelas em que me pareceu que a sua análise seria mais útil a outras pessoas.

De referir que o que escrevi reflecte as minhas necessidades e preferências (por exemplo, normalmente prefiro as aplicações o mais simples possível, e que não poluam a UI com funcionalidades que nunca uso), assim como o dispositivo que possuo (um iPod Touch 3g, ou seja, sem ligação constante à internet, sem GPS, sem câmera, ecrã de 480×320). Noutros dispositivos, outras funcionalidades poderiam fazer sentido, tornando outras aplicações mais adequadas.

Avaliação de Websites: Algumas Ferramentas Úteis

Depois de se construir um website, é conveniente fazer alguns teste, e verificar se está tudo em ordem, ou o que ainda pode ser melhorado. Desde validar o código HTML, até verificar se o desempenho das páginas é razoável, há várias coisas que se podem fazer. Ficam então aqui algumas ferramentas que podem ser úteis neste processo.

Ferramentas do W3C

O W3C fornece um conjunto de ferramentas de validação para avaliar a qualidade de um website. Entre essas ferramentas estão o Unicorn, que permite verificar se algumas das tecnologias usadas num website (HTML, CSS, Atom, etc.) estão de acordo com os standards. Temos também o Link Checker, que permite encontrar links inválidos. Ambas são ferramentas disponíveis online, e que não requerem instalação software.

Adicionalmente, podemos também usar o W3C::LogValidator, um conjunto módulos Perl que nos permitem correr as ferramentas de validação nos nossos PCs. Esta solução será particularmente útil para quem mantém websites de alguma dimensão. Pessoalmente, só experimentei o módulo para verificar links inválidos (e que me permitiu encontrar alguns erros que não tinha encontrado com a ferramenta online).

Acessibilidade

Ao nível de verificação de normas de acessibilidade, as melhores ferramentas que encontrei foram o WAVE e o AChecker.

O WAVE mostra-nos as páginas que estamos a verificar, com algumas anotações, alertando para problemas, ou potenciais problemas (que devem ser verificados manualmente). Esta ferramenta agradou-me sobretudo pela facilidade em utilizá-la.

Já o AChecker produz um relatório textual, também identificando problemas e aspectos que requerem verificação manual. Uma vantagem do AChecker (relativamente ao WAVE), é que nos permite facilmente consultar a documentação relevante para percebermos melhor os problemas e como o corrigir. Adicionalmente, também me parece mais completo do que o WAVE.

Desempenho

Hoje em dia, com as melhorias na qualidade das ligações à internet, há quem defenda que o desempenho não é propriamente um problema. Ou pelo menos, questões como o tamanho (bytes usados) das páginas, número de imagens usadas (ou até número de ficheiros), e afins, não são muito importantes. Uma das razões para discordar desta visão, é a utilização cada vez maior de internet móvel, onde a largura de banda é muitas vezes um problema.

Para descobrir aspectos a serem optimizados, recorri sobretudo às ferramentas disponibilizadas pelos browsers, nomeadamente o Web Inspector do Safari (que é em tudo semelhante ao do Google Chrome). Em particular, a tab Audits indica-nos vários aspectos que podem ser melhorados, como a utilização de compressão e caches, a redução do tamanho de ficheiros (quer ficheiros de texto, como CSS, quer imagens), a redução do número de ficheiros, entre outras coisas.

Outras duas ferramenta semelhantes para este efeito são as extensões para Firefox Page Speed e YSlow, que também me pareceram muito boas (na verdade, até achei estas mais completas do que o Audits).

Outros

Outro aspecto importante para um website é a sua visibilidade em termos de motores de busca. Aqui, ferramentas como o Google Webmaster Tools ou Bing Webmaster Tools, podem ser úteis, permitindo submeter sitemaps, ver erros encontrados no processo de crawling, redireccionar domínios, etc.


Existem certamente muitas outras ferramentas, e provavelmente melhores do que as que indiquei, até porque na minha pesquisa dei preferência a ferramentas gratuitas, e que pudessem ser usadas online. Mesmo assim, acredito que as ferramentas aqui apresentadas podem ser bastante úteis. E é claro, não se esqueçam de uma outra ferramenta também bastante eficaz a detectar problemas: testes manuais em diferentes browsers e sistemas operativos 🙂

O Debate de Ideias na Blogosfera

Aqui há uns meses atrás, passei por um certo blog, onde escreve um ilustre deputado da nação, o João Galamba. Na altura, reparei num post que não estava muito correcto, e que alguém tinha sugerido que não estava correcto. Eu resolvi acrescentar uma fonte a confirmar a incorrecção.

No blog em causa os comentários estão sujeitos a moderação, pelo que resolvi passar por lá mais tarde a verificar se o comentário já tinha sido aprovado, e se havia mais comentários. Ainda não tinha sido aprovado. No dia seguinte, volto a verificar, e nada. Volto a repetir o comentário. Mais um dia passado, e nem o primeiro nem o segundo estão aprovados. Até que ao terceiro (não, os meus comentários não apareceram ao terceiro dia…), dizia eu, no terceiro dia aparece um comentário posterior (comentário de “Vieira a 21 de Maio de 2011 às 18:48”). Este comentário posterior tinha a particularidade de defender a posição do post inicial, pelo que comecei a suspeitar que apenas os comentários favoráveis eram aprovados.

Alguns dias depois, os meu comentários, assim como vários outros que mostravam que o post não fazia sentido, lá aparecem. Afinal, os comentários desfavoráveis sempre são publicados. Na altura fiquei sem perceber muito bem o que se tinha passado. Mas também não liguei muito à questão.

Há uns dias atrás, ao ler o blog do Marco Amado, encontrei uma explicação bastante razoável para o que me aconteceu (e que na mesma altura também aconteceu por duas vezes ao Marco Amado): os comentários não são completamente censurados, e eventualmente são tornados públicos, mas tal só acontece quando o post em causa já está bem enterrado, minimizando o número de pessoas que os vêem. É claro que entretanto os comentários favoráveis vão aparecendo.

É apenas uma teoria, é certo, mas vindo dos nossos democratas, já nada me espanta.

Mac OS X Lion: breve review

Apesar de ter instalado o Lion num disco esterno há cerca de um mês, só na passada semana é que migrei definitivamente para a nova versão do Mac OS X. Não obstante as muitas novidades anunciadas, a verdade é que não tinha grandes expectativas para a nova versão do SO da Apple, onde estava à espera de algumas funcionalidades interessantes, mas também de alguns aspectos negativos. Comecemos então pelos pontos negativos…

Uma das coisas que mais me desagradou no Lion, foi a remoção do iSync. Basicamente, isto significa que acabaram as sincronizações de contactos e calendário com a maior parte dos telemóveis (telemóveis que usam o protocolo SyncML). Ainda relacionado com os contactos e calendário, tivemos também algumas mudanças no Address Book e iCal, nomeadamente ao nível do interface gráfico. Sempre admirei o Mac OS X pela simplicidade do seu interface gráfico, simplicidade que deixou de existir nestas aplicações. Qualquer um destes problemas pode ser contornado, aproveitado as versões anteriores das aplicações, mas é apenas isso, contornar o problema…

Outra novidade foi o Mission Control, que veio substituir o Exposé e o Spaces. Pessoalmente preferia a solução anterior, que me permitia facilmente mudar de aplicação/janela, mesmo quando esta estava a correr num ambiente diferente, ou também mudar as aplicações de ambiente. Actualmente, temos pouco controlo sobre as aplicações/janelas que não estão no ambiente actual.

O Mail também disponibiliza uma nova forma de organização da interface gráfica. Ainda estou a tentar habituar-me a esta nova forma de organização, mas parece-me que faz uma má gestão do espaço, e é provável que vá voltar ao esquema antigo.

Entre as coisas que me agradaram, está a nova versão do iChat, que juntas várias contas na mesma janela, e que me fez abandonar o Adium (e já agora, as contas MSN).

Nesta última versão do SO passou também a ser possível criar disco cifrados, o que é bastante útil para manter os meus discos de backup um pouco mais seguros. Esta funcionalidade permite cifrar os backups feitos com o Time Machine. Infelizmente, parece-me que esta funcionalidade não funciona quando temos mais do que uma partição num mesmo disco… O FileVault tem também uma nova versão, que parece já funcionar decentemente com o Time Machine (mas é algo que ainda não experimentei). Ainda relativamente ao Time Machine, temos agora a possibilidade de manter backups locais, ou local snapshots (para quando não estamos ligados à unidade de backup). Nada de muito relevante, visto que no Snow Leopard já tinha uma partição local para backups do Time Machine (agora há a vantagem de não termos que configurar nada, nem trocar de unidade de backup quando nos ligamos à unidade de backup externa). Para já, vejo três aspectos a melhorar: a possibilidade de definir o intervalo temporal entre backups (até agora apenas consegui mudar este intervalo para os backups não locais), a possibilidade de definir o tamanho máximo usado por estes backups, e a possibilidade de copiar dos backups locais para a unidade de backup externa quando esta é ligada.

O novo Mac OS X é também menos restritivo no que diz respeito a máquinas virtuais, e é agora permitido ter máquinas virtuais com a versão normal do SO (anteriormente apenas era possível com a versão servidor). Isto é útil para manter um ambiente de testes, permitindo manter o SO principal (não virtualizado) mais limpo.

Para terminar, referia mais algumas novidades bastante publicitadas, mas que me parece pouco relevantes: o Launchpad, que me parece inútil (o Spotlight é bem mais prático); e o Resume, que ainda não é suportado por várias aplicações.

Resumindo, apesar de ter o preço acessível, a verdade é que o SO pouco trás de novo…

Um Novo Caminho na Investigação?

Princeton goes open access to stop staff handing all copyright to journals – unless waiver granted

Não tenho nada contra as editoras, nem contra o seu modelo de negócio, mas tendo em conta que actualmente a investigação é maioritariamente financiada pelo estado/contribuintes, este devia ser o caminho a seguir há muito tempo. Esta devia ser uma exigência das organizações públicas para financiar a investigação.

Actualmente, esta medida poderá levantar problemas aos investigadores da Universidade de Princeton, mas se outras universidades lhe seguirem o exemplo, a mudança é possível.

Novo Website

Coloquei recentemente online a nova versão do meu website. Na sua base, esta nova versão usa as mesmas tecnologias da antiga, XML e XSLT, com a diferença que dantes as páginas eram geradas manualmente, e agora estou a usar o CMS Symphony para me facilitar esta tarefa. Espero que desta forma me seja possível manter o website mais actualizado :).

Adicionalmente, a utilização do Symphony também me permitiu adicionar algumas funcionalidades dinâmicas, como páginas com comentários, página de contacto, e função de pesquisa. Entre as novas funcionalidades estão também uma versão em inglês do website, e uma página com as novidades que forem surgindo. Apesar de já estar online, o website ainda não está totalmente concluído, e ainda há algumas funcionalidades que tenciono adicionar, bem como algumas optimizações em falta.

Também aproveitei esta mudança para rever os conteúdos que disponibilizava no meu website, tendo removido, adicionado e actualizado conteúdos. Por exemplo, as páginas dos widgets e dos temas para WordPress passaram para o website (saindo daqui do blog).

Para terminar, referia que aproveitei esta mudança para trocar o domínio do meu website (e do blog também), que passa a ser rcgoncalves.net, em vez de rcg-pt.net (apesar deste último continuar a poder ser usado).

Para já é tudo, nos próximos dias espera ter tempo para escrever mais qualquer coisa sobre o assunto, falando um pouco do processo de desenvolvimento desta nova versão do meu website (nomeadamente das tecnologias e ferramentas usadas).

Comunidade Portugal-a-Programar Faz 6 Anos

A comunidade Portugal-a-Programar completou no passado dia 28 de Maio 6 anos de existência. Foram 6 anos a contribuir para a discussão e divulgação de temas ligados programação e informática em geral, que recentemente lhe valeram o título de um dos recursos online mais influentes na área das tecnologias.

A comunidade mantém diversos projectos, dos quais se destacam o fórum, um local privilegiado para a discussão e esclarecimento de dúvidas, a revista PROGRAMAR, onde regularmente podemos ler artigos sobre diversos temas relacionadas com a programação e informática, e o wiki, um repositório colaborativo de conteúdos como tutoriais ou exemplos de código.

Empregos Verdes e… Matemática

Via A ciência não é neutra, cheguei a este documento, intitulado Estudo sobre Empregos Verdes em Portugal, da responsabilidade CEEETA-ECO e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Na página 128 do referido documento encontramos o seguinte texto:

Segundo um estudo da European Wind Energy Association (EWEA, 2009), a energia eólica em Portugal em 2007 apresentava 800 postos de trabalho em termos de emprego directo. Segundo DGEG (2009), em 2007 a potência instalada em energia eólica era de 2 201 MW, o que corresponde a um indicador que rondará os 2,75 postos de trabalho por MW.

800 postos de trabalho a dividir por 2201 MW daria um valor de 0,36 postos de trabalho por MW. De onde vem então o valor de 2,75? É o resultado de dividir os MW pelos postos de trabalho. É claro que isto são os MW por posto de trabalho, e não os postos de trabalho por MW!

De referir que este número é posteriormente usado para estimar os empregos verdes criados em Portugal. Dá para imaginar a qualidade da estimativa que daqui vai resultar. Sobre este tema, vale ainda a pena ler os posts de Pinto de Sá sobre o assunto.

Responsabilidades

Na sequência desta notícia, também gostava de saber quando é que o Ministério Público vai abrir um inquérito ao comportamento dos governantes?

Também não deixa de ser curioso que tenham decidido abrir o inquérito no período de campanha eleitoral. Nada como abrir um inquérito às agências de rating (o próximo deve ser o inquérito aos especuladores), para distrair as pessoas dos verdadeiros responsáveis pelo estado em que estamos.

Liberdade de Escolha

A escola pública é um magnífico meio de propaganda ideológica, por isso é natural que certos partidos (em Portugal, normalmente de esquerda) a promovam a todo custo.

Mas não deixa de ser interessante ver que certos políticos que tanto defendem a escola pública, e que afirmam que esta está cada vez melhor, escolhem escolas privadas para os filhos. A liberdade de escolher uma escola de qualidade, é algo que alguns preferem reservar só para eles.

Entretanto, fico também à espera dos resultados da auditoria para se saber o custo médio por aluno, que parece ter sido finalmente autorizada, que não percebo por que é que não foi feita antes de se tomarem decisões sobre os cortes de financiamento às escolas com contrato de associação. Mas mais vale tarde do que nunca.