Arquivo Anual: 2010

Matemáticos

Dois homens que faziam uma viagem de balão perdem-se no meio do deserto. Vêem um indivíduo a meditar à sombra de uma palmeira e perguntam-lhe:

– Por favor, pode-nos dizer onde estamos?

Após um longo momento de reflexão, o homem responde:

– Num balão.

– Muito obrigado, senhor matemático.

O homem pergunta então intrigado:

– Como sabem que sou matemático?

Respondem os homens que iam no balão:

– Por três razões. Primeiro, reflectiu bastante antes de nos responder. Segundo, porque a sua resposta estava muito exacta. E terceiro, porque não nos serve de nada.

iOS 4: Primeiras Impressões

Foi hoje lançada a nova versão do sistema operativo para iPhone e iPod Touch, o iOS 4.

Já fiz o update, que correu sem problemas (as configurações de sistema, dados de aplicações e afins foram mantidos).

As principais diferenças que notei:

  • wallpaper (apesar da utilidade prática ser pouca ou nenhuma);
  • pastas para organizar as aplicações (isto até dá jeito);
  • possibilidade de ver todos os emails em simultâneo, em vez de só podermos ver as mensagens de cada conta em separado (uma das funcionalidades que mais me agradou até agora);
  • emails organizados por thread;
  • corrector ortográfico (se bem que ainda não percebi como seleccionar ou idioma).

Do tão falado multitasking, até agora mal dei por ele (nada de que não estivesse à espera)…

Dropbox

O Dropbox é um serviço/aplicação que permite sincronizar ficheiros entre várias máquinas de uma forma bastante simples. Permite também partilhar ficheiros com outros utilizadores, assim como acesso aos ficheiros através de um browser (assumindo que temos acesso à internet, é claro). Adicionalmente o serviço mantém um histórico das alterações aos ficheiros, sendo possível recuperar versões antigas dos mesmos, ou até ficheiros eliminados.

Ouvi falar pela primeira vez do serviço há mais de dois anos, quando ainda só havia uma versão beta. Foi também nessa altura que me registei. No entanto, praticamente não usava o serviço. Até que há uns meses atrás decidi voltar a experimentá-lo. Apesar de não costumar usar mais do que uma máquina, trabalho frequentemente com máquinas virtuais, e torna-se extremamente simples partilhar ficheiros entre as máquinas virtuais desta forma. Adicionalmente, o Dropbox foi também a forma mais simples que encontrei de passar documentos para o iPod Touch, plataforma para a qual também é disponibilizada uma aplicação (gratuita). Para além de permitir passar os ficheiros para o iPod Touch, também permite ler os ficheiros, e fornece um browser de ficheiros (que o iPod Touch não tem…).

O serviço disponibiliza gratuitamente 2 GB, que podem ser aumentados convidando novos utilizadores (recebem 250 MB por cada novo utilizador, até um máximo de 32 utilizadores/8 GB). Adicionalmente, se se registarem usando um referral ganham logo 250MB (começam com 2.25 GB em vez de 2 GB). Para aqueles que precisarem de mais espaço, também existem dois planos pagos (50 GB por 9.99$/mês e 100 GB por 19.99$/mês).

Google Chrome

Há umas semanas atrás decidi dar uma oportunidade ao Google Chrome, e comecei a usá-lo como browser principal, tendo praticamente deixado de usar o Safari.

Umas das razões que me levou a experimentar o Chrome foi o consumo de memória completamente absurdo do Safari. Como passava semanas sem encerrar o Safari, facilmente atingia consumos de memória da ordem dos 500MB, e o pior de tudo é que mesmo depois de fechar vários separadores (ou mesmo todos), o consumo de memória continuava elevado. Tipo, parece-me aceitável que gaste 300 ou até 400MB de memória quando estão umas dezenas de páginas aberta, mas depois de as fechar, esperava que o consumo de memória baixasse para valores próximos de quando o Safari arranca, ou de quando acabamos de abrir uma ou duas páginas (algo na ordem dos 100MB parece-me aceitável). Mas isto não acontece, e várias vezes tinha o Safari sem qualquer página aberta a gastar mais de 400MB.

Nos testes que fiz, este parece ser um problema que o Chrome consegue resolver. A verdade é que ao usar vários processos separados para abrir as páginas, torna-se mais simple fazer a gestão da memória, e tendo em conta que depois de fecharmos todas a janelas, os processos a elas associados terminam (fazendo com que toda a memória que o processo estava a consumir seja libertada), a maior parte da memória é efectivamente libertada.

Um dos problemas que encontro no Firefox para Mac OS X é o facto de este não estar bem integrado no SO. Não usa os certificados do SO, não usa o sistema de gestão de palavras-passe SO, não usa o corrector ortográfico do SO, não usa as definições de proxy do SO, etc. Estas foram algumas das razões que me levaram a deixar de usar o Firefox no Mac OS X. Pensei que o Chrome fosse apresentar o mesmo problema, mas felizmente estava enganado, e parece estar razoavelmente integrado no SO.

Por outro lado, descobri hoje que o Chrome possui algumas funcionalidades bastante interessantes ao nível do controlo de cookies, JavaScript e plugins (Flash). As primeiras eram duas das coisas que mais falta me faziam no Safari (para bloquear o Flash já tinha arranjado um plugin). Relativamente aos cookies, tem a opção de perguntar se quero aceitar ou bloquear os cookies, e tem a opção de guardar a opção para aquele site, permitindo-me construir facilmente uma lista de sites onde quero permitir (ou não) a utilização de cookies. Ao nível de JavaScript permite-me desactivá-lo, tendo uma lista de excepções para indicar sites onde este deve ser permitido (penso que é algo semelhante ao que o NoScript faz). Quanto ao Flash, o funcionamento é semelhante ao do JavaScript. Adicionalmente, sempre que uma página é impedida de usar cookies, JavaScript ou Flash, aparece um ícone na barra de endereço, que permite facilmente activar a funcionalidade para aquele site (infelizmente para já apenas permite adicionar o site à lista de excepção, e não dar autorizações temporárias).

É claro que o Chrome está longe de ser perfeito, tem alguns bugs (nada de admirar, visto que estou a usar a versão de desenvolvimento), e faltam algumas funcionalidades importantes, como o Java e a possibilidade de visualizar ficheiros PDF directamente. Ainda assim, estou bastante satisfeito.

Um contributo do iPhone

Pessoalmente nunca fui grande fã do iPhone. Apesar de ser um mac user, e de achar que o iPhone tem uma usabilidade bastante acima da média quando comparado com outros dispositivos do mesmo género, nunca foi um produto que eu achasse que valia a pena comprar.

Apesar de tudo, hoje descobrir um motivo para gostar do iPhone. Parece que a Virgin America decidiu deixar de usar flash no seu site devido ao facto do iPhone não o suportar.

Ou seja, o iPhone poderá contribuir para que os web developers comecem a pensar se realmente precisam de usar flash e recorram a este apenas quando é mesmo necessário.

Adenda: parece que há mais sites que se preparam para seguir o mesmo caminho