Arquivo Mensal: Julho 2008

Time Machine e SMB

Depois de alguns dias de luta, finalmente consegui pôr a Time Machine a fazer backups para o disco do router!

Primeiro comecei por tentar usar SMB, e depois alguns problemas com permissões, lá consegui montar o volume com permissões de escrita. No entanto, quando tentava fazer o backup, dava sempre erro.
Depois, tentei pôr Netatalk a funcionar no router, para partilhar o disco por AFP, que sendo o protocolo da Apple, funcionaria de certeza com a Time Machine. Apesar de ter conseguido instalar o software necessário, nunca consegui arrancá-lo.
Depois virei-me para o NFS, e depois de muito tempo perdido de volta do ficheiro de configuração (mais uma vez, para acertar permissões), e de mais algum tempo de volta de um problema que fazia com que não conseguisse montar o volume no MacOSX, lá consegui ter o disco disponível. Mais uma vez, quando fui tentar usar a Time Machine com o disco, não consegui.
Pelo meio, ainda tentei usar FTP, mas a Time Machine nem aceitava o volume.

Resolvi então voltar a virar-me para o SMB (por ser o mais simples de pôr a funcionar no router), e tentar resolver o erro da Time Machine. Foi então que cheguei a este site, e depois de mais algumas hora, lá consegui fazer o backup!

Ficam então aqui os passos necessários para se pôr a Time Machine a usar um volume SMB.

O primeiro passo é, obviamente, pôr o SMB disponível, com permissões de escrita. Por omissão, a Time Machime não vai ver este volume, e não o poderemos escolher. Para corrigir este problema, basta executar o comando:

defaults write com.apple.systempreferences TMShowUnsupportedNetworkVolumes 1

Agora já podemos escolher o volume nas preferências da Time Machine. No entanto, no meu caso, quando tentava fazer o backup, depois de algum tempo em preparação, obtinha um erro a dizer que não conseguia criar a imagem.

Para resolver este problema, a solução parece ser criar uma sparsebundle image para a Time Machine usar. Isso pode ser feito através do Terminal, com o comando:

hdiutil create -size <tam>g -fs HFS+J -type SPARSEBUNDLE -volname <nome_vol> <nome_comp>_<mac_addr>.sparsebundle

Onde:

  • <tam> é o tamanho da imagem a criar, e será o tamanho máximo disponível para os backups (neste caso, a unidade é GB)
  • <nome_vol> é o nome que vamos dar à imagem (este parâmetro não é muito relevante)
  • <nome_comp> é o nome do computador (pode ser visto em System Preferences > Sharing)
  • <mac_addr> é o mac address da placa ethernet

No meu caso, fiquei com um comando semelhante a este:

hdiutil create -size 20g -fs HFS+J -type SPARSEBUNDLE -volname "Backup rcg" rcg_003f3baf65f1.sparsebundle

Depois disso, move-se a imagem criada para o volume onde queremos fazer os backups (não é boa ideia criar a imagem directamente onde vamos fazer backup, pois o processo será mais lento).

Supostamente, isto devia ser suficiente para os backups passarem a funcionar… No meu caso, ainda estava a obter um erro, a dizer que não conseguia montar o volume. Só quando desconectei o volume é que os backups deixaram de dar problemas (isto é um pouco estranho, mas pronto).

E é isto, agora já não preciso de passar a vida a ligar e desligar o disco externo. A velocidade não é grande coisa, mas se não fizerem grandes alterações às pastas que fazem backups, deve ser suficiente.
De referir que já li alguns relatos de erros que levaram à perda dos backups, por isso, se estes forem muito importantes para vocês, recomendo que não usem (apenas) este método.

“Tem algo a dizer? Não hesite! :)”

Esta frase pode ser encontrada acima da caixa de comentários de um blog que costumo ler. No entanto, acho que os autores do blog deviam fazer uma ligeira alteração à frase: “Tem algo a dizer? Se concorda connosco, Não hesite! :)”.

Na sequência da discussão deste post, resolvi fazer alguns comentários. Não ao post em si, pois acreditei que até era verdade o que diziam (aparentemente, depois de vermos alguns comentários, percebemos que algumas informações talvez não sejam totalmente verdadeiras), e faziam muito bem em informar os consumidores. Apenas respondi a alguns comentários já existentes (sendo o que motivou a minha primeira intervenção, da autoria do autor do post), com os quais não concordava.

Vai-se lá saber porquê (algo me diz que foi por discordar das ideias dos autores do blog), os meus comentários foram apagados. Acho que censurar comentários num blog (ou num fórum, ou noutra coisa semelhante) é mau, e só demonstrar que algumas pessoas apenas querem impor as suas ideias aos outros, sem as discutir sequer. Mas há alguns motivos pelos quais aceito que se tome essa atitude, nomeadamente, quando os comentários se afastam do assunto em discussão, o que até era o caso. Não sei se foi este o motivo, mas se foi, tendo em conta que no meu primeiro comentário me limitei a responder a uma questão implícita num comentário do autor do post, se calhar não devia ser só o meu comentário a ser apagado. Além disso, todos os outros eram respostas a comentários que se mantinham fora do assunto inicial, mas que não fora apagados (será porque eram favoráveis às opiniões do blog?).

Mas o pior de tudo, é que as respostas aos meus comentários continuaram por lá. Ora isto parece-me uma falta de seriedade bastante grande, pois deixam as pessoas fazerem-nos as críticas que quiserem, e retiram-nos a hipótese de nos defendermos e refutarmos essas críticas. Mais ainda, numa das respostas do autor do post (que pode ser vista no fundo da imagem que está neste link*), este dá a ideia que eu defendo uma coisa, quando eu tinha dito explicitamente no final de um comentário que ele cita, que não defendia isso (curiosamente, omitiu na citação a parte onde eu dizia isso), e coloca-me questões às quais ele (pressuponho que sendo um dos autores do blog também tenha alguma responsabilidade nos comentários que são apagados) não me dá a hipótese de responder.

Penso que isto é particularmente grave, sobretudo o facto do autor do post ter deixado uma resposta a um comentário que apagou (se não foi ele, tal como já disse, penso que devia poder intervir no assunto), e que sabe que não pode ser criticada. É curioso que sejam atitudes tomadas por pessoas que se dizem defensoras da liberdade (ou pelo menos da liberdade no software)… Parece que têm um conceito de liberdade estranho.


* Na mesma imagem, podem ver na parte de cima a citação de um post que parece deitar por terra a afirmação de que “O iPhone bloqueia o Software Livre” presente no post inicial (que se intitula 5 motivos para evitar o iPhone 3G), mas curiosamente, o autor da resposta, que é o também o autor do post, ignora que a sua afirmação parece ser inválida, e em vez de tentar mostrar que não, resolve tentar encontrar outros defeitos na política da Apple (sublinho que também acho que não faz qualquer sentido que a Apple controle o software que é instalado no iPhone, e que obrigue os programadores a darem-lhe parte das receitas obtidas com a comercialização de software para o iPhone).
E já agora, aparentemente, a afirmação do “iphone tracking” também é falsa, pelo menos já há lá um comentário a dizer porquê, e ainda não vi ninguém a mostrar que ele estava errado.
É claro que os erros continuam no post inicial, o que dá a entender que o objectivo dos autores não é informar os consumidores de possíveis defeitos do iPhone, mas defender cegamente um ponto de vista.


(editado a 14 de Julho de 2008, às 15:35)

NOTA: O Rui Seabra (autor do post em discussão), deixou alguns esclarecimentos ao assunto. De acordo com o mesmo, tratou-se de um problema do sistema anti-spam. Para mais esclarecimentos podem ler os comentários.
De referi que, à data da escrita deste post, as afirmações que fiz eram válidas (embora algumas das suposições o pudessem não ser, nomeadamente no que respeita às possibilidades do Rui Seabra intervir no assunto).
Por último, agradeço o facto deste ter recuperado os meus comentários.

Os factos da Microsoft…

Não sei se já alguma vez reparam nas campanhas publicitárias da Microsoft “Obtenha os factos”, mas se não viram, podem encontrá-las, por exemplo, aqui ou aqui.

O primeiro comentário que tenho sobre estas campanhas, é que é muito complicado comparar Windows com Linux, ou OpenOffice com MS Office. Por exemplo, dizer que se obtém mais produtividade com um do que com outro, muitas vezes deve-se apenas ao facto de estarmos mais habituado a usar um do que o outro. No entanto, quando me dizem que o Windows lhes permitiu obter maior fiabilidade do que o Linux, questiono-me sobre quais eram os administradores de sistemas que mantiveram a instalação do Linux, ou qual a distribuição usada…

Mas a razão pela qual escrevo este post, é sobre um dos casos práticos em particular, do qual posso falar por experiência: o da Universidade do Minho (UM)/Blackboard.

Apresentar esta caso como exemplo, é, no mínimo, ridículo. E porquê? Basicamente em todo o meu percurso académico (que decorreu na UM), só tive um professor que usou a plataforma, e não é difícil entender esta opção, pois a plataforma era difícil de utilizar, pouco funcional, e pouco usável, quer para os professores, quer para os alunos. Depois, os serviços de informática da UM, são do pior que pode haver (e sempre me fez confusão que uma universidade com um Departamento de Informática como a UM, prestasse tão maus serviços nesta área, excepção feita aos serviços prestados directamente pelo DI), e nunca sabem resolver os problemas que surgem aos alunos. Logo, é de esperar que não se atribua muita credibilidade às escolhas feitas por esses senhores.

Assim, acho que este caso está longe de poder ser usado como exemplo…