Arquivo Mensal: Agosto 2007

Lembram-se do Velho do Restelo?

Os anti-OGM têm muitas semelhanças como esta figura.

Um artigo que vale a pena ler:

OS RISCOS DOS TRANSGÉNICOS

[…]

Os críticos dos OGM não têm argumentos suficientes para os contestar com base nos riscos conhecidos. Habitualmente recorrem ao fantasma dos riscos hipotéticos que ainda não conhecemos. Defendem uma filosofia de risco mais conservadora que a filosofia seguida pelas autoridades reguladoras. Defendem que, dado que os seres vivos e os sistemas ecológicos são demasiado complexos, não devemos introduzir inovações artificiais com efeitos desconhecidos e potencialmente prejudiciais à saúde humana ou ao ambiente.

A abordagem conservadora dos críticos dos OGM tem dois problemas. Em primeiro lugar, os conservadores só o são nesta matéria específica. Mas, para funcionar, o conservadorismo tem de ser uma receita universal em relação a todos os riscos desconhecidos. Quem for conservador em relação aos OGM tem forçosamente de o ser em relação a outras inovações tecnológicas ou sociais. Quem for contra um tipo de inovação porque ela interfere com o desconhecido, tem de ser contra todas, porque não é possível saber a priori qual é que dará origem a um desastre. Em segundo lugar, o conservadorismo conduz a sociedade à estagnação. Uma sociedade que não corre riscos desconhecidos também não colhe os benefícios da inovação.

[…]

“Direito constitucional à não poluição”!?!

Defendendo o direito constitucional à não poluição

Chegado da praia, vejo na SIC um atrasado mental a explicar que destruiu um hectare de milho, cultivado legalmente, porque pretende defender o direito constitucional à não poluição, e que o agricultor nem sequer estava bem consciente daquilo que lá tinha plantado. No fundo, estes vândalos, que pelo que vi na reportagem da SIC e facilmente se constata na foto acima, não tomam um chuveiro desde a Primavera, numa atitude que contribui decisivamente para a poluição visual e para a destruição da camada de ozono, tiveram direito a escolta da GNR, não fosse a população indignar-se. Nada como as nossas polícias, com as suas barrigudinhas figuras, para proteger a integridade física dos violadores da propriedade privada, numa missão de educação do povo.

Perante a apatia das autoridades não se espantem que haja quem fique com vontade de acertar o passo a esta escumalha.

Seguindo a mesma lógica, e tendo em conta que estes tipos pouco mais fazem do que libertar dióxido de carbono para a atmosfera, aqueles que decidissem lhes “acertar o passo” não estariam também apenas a defender “o [seu] direito constitucional à não poluição”?

Como alguém comentou, idiotas de férias…

Às vezes a Matemática não é tão simples como parece

Encontrei hoje este artigo, que mostra que às vezes a Matemática engana… Já é um pouco antigo, mas para quem ainda não conhecer, penso que vale a pena ler.

Algumas das coisas lá ditas sempre me pareceram mais ou menos óbvias, e já tinha verificado que muitas pessoas erram a fazer contas com percentagens, mas a questão da média das velocidades, nunca me tinha apercebido dela!