O software livre não é de graça!

Há uns tempos atrás encontrei aqui uma referência para um texto cujo o título é: Quem paga a conta do software livre?

Achei o texto muito interessante, pois este desfaz (ou pelo menos tenta…) a ideia errada que muita gente tem (incluíndo eu) de que o software livre é de graça.

Deixo aqui um excerto desse mesmo texto (o artigo original pode ser encontrado aqui), que na minha opinião resume a ideia que o autor queria transmitir:

Mas afinal quem paga? A resposta é simples e, para muitos, chocante: software livre não é de graça.

Vou repetir: Software livre não é de graça.

Eu pago (em meu tempo, quando faço eu mesmo, em dinheiro, quando alguém faz por mim), quando corrijo um erro na documentação, quando extendo alguma funcionalidade ou quando porto alguma coisa para uma plataforma nova.

Pago em divulgação, quando peço para um aluno usar o Eclipse em vez do Borland J–Builder que ele comprou no camelô da porta da faculdade, ou ainda quando escrevo este artigo. Você paga do mesmo jeito. Ou paga escrevendo um manual, ou preenchendo um bug–report, ou arrumando uma página para que usuários do Konqueror ou Mozilla consigam vê–la. Montes de graduandos de Ciência da Computação pagam, expandindo e criando software livre.

Meus clientes pagam quando me contratam para construir alguma coisa usando software livre. No final das contas, continuamos pagando pelo software.

Isso é importante: Quando você paga, você paga pelo software. Você vira dono dele. Em vez de pagar caro (ou não) apenas pelo direito de usar uma cópia de uma coisa que continua pertencendo a outra pessoa. E ai de você se esquecer que aquilo nunca foi seu.

Pela primeira vez na história, o software é seu, de verdade. Você pode levar pra casa tudo, mas tudo mesmo, o que comprou.

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