Arquivo Mensal: Abril 2007

A TVI no seu melhor…

Recentemente a TVI, como não tinha mais nada para passar num dos seus serviços informativos, resolveu fazer uma reportagem sobre hackers. Depois de tanto ouvir falar dessa reportagem na net, lá resolvi fazer o download da reportagem e vê-la. Devo dizer que foi das reportagens mais ridículas que já vi, e que põe uma pessoa a pensar se aquilo é um programa de informação ou de comédia.

A parte mais interessante é que, depois de ser ridicularizado na net, um dos tipos que aparece na reportagem, afirma ter sido pago para dizer o que disse, ou seja, para dizer que fazia coisas que na verdade não sabia fazer, o que mostra o tipo de jornalismo que a TVI faz.

Quem quiser ver a reportagem pode encontrá-la aqui: Parte 1 / Parte 2

Bem, pelo menos ainda dá para uma pessoa se rir um bocado e, com um pouco de sorte, foi capaz de deixar algumas pessoas a pensar em ter mais cuidado quando andam na net.

PS: como se já não bastasse a TVI, o CM também resolveu fazer uma entrevista ao pseudo-hacker, mais uma grande obra de jornalismo (http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=151936).

O software livre não é de graça!

Há uns tempos atrás encontrei aqui uma referência para um texto cujo o título é: Quem paga a conta do software livre?

Achei o texto muito interessante, pois este desfaz (ou pelo menos tenta…) a ideia errada que muita gente tem (incluíndo eu) de que o software livre é de graça.

Deixo aqui um excerto desse mesmo texto (o artigo original pode ser encontrado aqui), que na minha opinião resume a ideia que o autor queria transmitir:

Mas afinal quem paga? A resposta é simples e, para muitos, chocante: software livre não é de graça.

Vou repetir: Software livre não é de graça.

Eu pago (em meu tempo, quando faço eu mesmo, em dinheiro, quando alguém faz por mim), quando corrijo um erro na documentação, quando extendo alguma funcionalidade ou quando porto alguma coisa para uma plataforma nova.

Pago em divulgação, quando peço para um aluno usar o Eclipse em vez do Borland J–Builder que ele comprou no camelô da porta da faculdade, ou ainda quando escrevo este artigo. Você paga do mesmo jeito. Ou paga escrevendo um manual, ou preenchendo um bug–report, ou arrumando uma página para que usuários do Konqueror ou Mozilla consigam vê–la. Montes de graduandos de Ciência da Computação pagam, expandindo e criando software livre.

Meus clientes pagam quando me contratam para construir alguma coisa usando software livre. No final das contas, continuamos pagando pelo software.

Isso é importante: Quando você paga, você paga pelo software. Você vira dono dele. Em vez de pagar caro (ou não) apenas pelo direito de usar uma cópia de uma coisa que continua pertencendo a outra pessoa. E ai de você se esquecer que aquilo nunca foi seu.

Pela primeira vez na história, o software é seu, de verdade. Você pode levar pra casa tudo, mas tudo mesmo, o que comprou.