Yet Another Blog

Aplicações para iPhone/iPod Touch

26 de Novembro de 2011

Existem milhares de aplicações disponíveis para os dispositivos móveis da Apple (iPhone, iPod Touch, e iPad). Se, por um lado, isto dá muitas opções aos utilizadores, por outro lado, também dificulta a escolha da aplicação ideal para um determinado fim. Assim, pretendo aqui deixar uma análise a uma lista de aplicações que mais uso, na esperança que tal seja útil a quem está a escolher aplicações para usar.

Dropbox

O Dropbox é uma aplicação para sincronizar ficheiros entre vários dispositivos, e já aqui a referi anteriormente. Disponibiliza uma forma muito simples de copiar ficheiros entre um pc e um iPhone/iPod. Adicionalmente, também nos permite visualizar alguns dos formatos de ficheiros mais comuns.
[Gratuito s/ publicidade]

iBooks

É a aplicação disponibilizada pela Apple para ler ebooks. É uma aplicação bastante simples, e , na minha opinião, serve perfeitamente o seu propósito.
[Gratuito s/ publicidade]

Skype

Aplicação de VoIP bastante conhecida. Disponibiliza uma forma simples (e barata) de podermos falar com outras pessoas. Uma aplicação simples, mas com o essencial.
[Gratuito s/ publicidade]

Linphone

Tenho uma conta VoIP do Sapo, que me permite fazer chamadas gratuitas para a rede fixa. Para ter acesso ao serviço, só é preciso um cliente SIP. Primeiro experimentei o Fring, mas nunca o consegui ter a funcionar decentemente. Na altura, a única alternativa que encontrei foi o Linphone. Tem apenas um ecrã para marcar números, um histórico, e acesso à lista de contactos. Basicamente, aquilo que é necessário neste tipo de aplicações. Nas primeiras versões que usei, tinha problemas ao reiniciar a aplicação, mas entretanto parece que os problemas foram resolvidos.
[Gratuito s/ publicidade]

Grocery Gadget Basic

Já testei dezenas de aplicações para fazer listas de compras. Em quase todas elas, ou havia funcionalidades em falta, ou tinham muitas funcionalidades que eu não usava e que tornavam a UI desagradável/confusa, ou tinham uma UI muito mal desenhada.
Durante muito tempo usei o Grocery iQ, mas comecei a achar a aplicação confusa de mais, e por isso decidi voltar a testar novas aplicações. Acabei por escolher Grocery Gadget Basic. Tem as funcionalidades que me são úteis (várias listas, categorias, quantidades), e tem uma UI bastante simples (sem confusões com lojas, códigos de barras, cupões, cartões, etc.).
[Pago ($0.99)]

Nexus Money

Esta foi mais uma categoria onde testei mais de uma dezena de aplicações até encontrar uma que me pareceu adequada ao meu uso. O Nexus Money é uma aplicações para manter um registo das nossas finanças (o dinheiro que ganhámos e que gastamos). As entradas, para além de um título, valor, e data, também têm categoria (que é automaticamente escolhida para entradas que já tenham sido usadas anteriormente), um campo para descrição mais detalhada, e a hipótese de definir repetições. O ecrã principal mostra-nos os detalhes de um dia, bem como o balanço actual, e o total de despesas e ganhos para o mês actual. Permite também mostrar alguns relatórios, por exemplo, com as despesas por categoria para um determinado período, ou um gráfico com as despesas e ganhos ao longo dos meses. Apesar de tudo, a parte dos relatórios é um aspecto onde acho que esta aplicação poderia evoluir bastante, sobretudo ao nível de gráficos. As funcionalidades da aplicações incluem também a possibilidade de definir uma password para aceder à aplicação, de escolher a moeda, ou de fazer backups (os ficheiros de backup são XML, pelo que podem ser facilmente usados noutras aplicações).
[Pago ($1.99)]

Awesome Note

O aNote é uma aplicação para guardar notas. As notas podem ser de vários tipos (como aniversários ou TODOs). Uso-a essencialmente para guardar TODOs, e ocasionalmente para simples notas. Possui a possibilidade de organizar as notas em diferentes pastas, havendo a possibilidade de proteger as pastas com password. Os TODOs podem ter data limite para serem feitos, estado (em progresso, pendentes, etc.), podem-se repetir periodicamente, e podem também ter um alarme (que podemos dizer para se repetir todos os dias depois da data limite). Também podemos associar tags às notas, e atribuir-lhe um nível de importância. Relativamente à visualização da lista de notas, oferece um amplo conjunto de opções, ao nível da informação mostrada, aos nível de filtragem de notas, e ao nível da ordenação. Por fim, também oferece várias opções de sincronização, partilha, e backup.
[Pago ($3.99)]

Converter Plus

O Converter Plus é uma aplicação de conversão de unidades. É particularmente útil quando se está num país que usa um sistema métrico diferente do nosso (como o Reino Unido, ou os EUA). Oferece um extenso conjunto de grandezas e de unidades. Permite personalizar a UI de modo a mostrar apenas as grandezas e unidades que nos interessam.
[Gratuito c/ publicidade]

WordWeb Dictionary

O WordWeb é um dicionário de inglês offline. Não é nada de mais, mas chega para o que preciso. Já testei algumas alternativas, com bases de dados maiores, como o Dictionary.com e o Dictionary!, mas para além de terem publicidade, também tinham alguns bugs.
[Gratuito s/ publicidade]


E pronto, por agora fico por aqui. Há mais algumas aplicações que uso (desde logo as que nem podemos remover), mas fiquei-me por aquelas em que me pareceu que a sua análise seria mais útil a outras pessoas.

De referir que o que escrevi reflecte as minhas necessidades e preferências (por exemplo, normalmente prefiro as aplicações o mais simples possível, e que não poluam a UI com funcionalidades que nunca uso), assim como o dispositivo que possuo (um iPod Touch 3g, ou seja, sem ligação constante à internet, sem GPS, sem câmera, ecrã de 480×320). Noutros dispositivos, outras funcionalidades poderiam fazer sentido, tornando outras aplicações mais adequadas.

Avaliação de Websites: Algumas Ferramentas Úteis

18 de Outubro de 2011

Depois de se contruir um website, é conveniente fazer alguns teste, e verificar se está tudo em ordem, ou o que ainda pode ser melhorado. Desde validar o código HTML, até verificar se o desempenho das páginas, há várias coisas que se podem fazer. Ficam então aqui algumas ferramentas que podem ser úteis neste processo.

Ferramentas do W3C

O W3C fornece um conjunto de ferramentas de validação para avaliar a qualidade de um website. Entre essas ferramentas, estão o Unicorn, que permite verificar se algumas das tecnologias usadas num website (HTML, CSS, Atom, etc.) estão de acordo com os standards. Temos também o Link Checker, que permite encontrar links inválidos. Ambas são ferramentas disponíveis online, e que não requerem instalação software.

Adicionalmente, podemos também usar o W3C::LogValidator, um conjunto módulos Perl, que nos permitem correr as ferramentas de validação nos nossos PCs. Esta solução será particularmente útil para quem mantém websites de alguma dimensão. Pessoalmente, só experimentei o módulo para verificar links inválidos (e que me permitiu encontrar alguns erros que não tinha encontrado com a ferramenta online).

Acessibilidade

Ao nível de verificação de normas de acessibilidade, as melhores ferramentas que encontrei foram o WAVE e o AChecker.

O WAVE mostra-nos as páginas que estamos a verificar, com algumas anotações, alertando para problemas, ou potenciais problemas (que devem ser verificados manualmente). Esta ferramenta agradou-me sobretudo pela facilidade em utilizá-la.

Já o AChecker produz um relatório textual, também identificando problemas e aspectos que requerem verificação manual. Uma vantagem do AChecker (relativamente ao WAVE), é que nos permite facilmente consultar a documentação relevante para percebermos melhor os problemas e como o corregir. Adicionalmente, também me parece mais completo do que o WAVE.

Desempenho

Hoje em dia, com as melhorias na qualidade das ligações à internet, há quem defenda que o desempenho não é propriamente um problema. Ou pelo menos, questões como o tamanho (bytes usados) das páginas, número de imagens usadas (ou até número de ficheiros), e afins, não são muito importantes. Uma das razões para discordar desta visão, é a utilização cada vez maior de internet móvel, onde a largura de banda é muitas vezes um problema.

Para descobrir aspectos a ser optimizados, recorri sobretudo às ferramentas disponibilizadas pelos browsers, nomeadamente o Web Inspector do Safari (que é em tudo semelhante ao do Google Chrome). Em particular, a tab Audits indica-nos vários aspectos que podem ser melhorados, como a utilização de compressão e caches, a redução do tamanho de ficheiros (quer ficheiros de texto, como CSS, quer imagens), a redução do número de ficheiros, entre outras coisas.

Outras duas ferramenta semelhantes para este efeito são as extensões para Firefox Page Speed e YSlow, que também me pareceram muito boas (na verdade, até achei estas mais completas do que o Audits).

Outros

Outro aspecto importante para um website é a sua visibilidade em termos de motores de busca. Aqui, ferramentas como o Google Webmaster Tools ou Bing Webmaster Tools, podem ser úteis, permitindo submeter sitemaps, ver erros encontrados no processo de crawling, redireccionar domínios, etc.


Existem certamente muitas outras ferramentas, e provavelmente melhores do que as que indiquei, até porque na minha pesquisa dei preferência a ferramentas gratuitas, e que pudessem ser usadas online. Mesmo assim, acredito que as ferramentas aqui apresentadas podem ser bastante úteis. E é claro, não se esqueçam de uma outra ferramenta também bastante eficaz a detectar problemas: testes manuais em diferentes browsers e sistemas operativos :)

O Debate de Ideias na Blogosfera

10 de Outubro de 2011

Aqui há uns meses atrás, passei por um certo blog, onde escreve um ilustre deputado da nação, o João Galamba. Na altura, reparei num post que não estava muito correcto, e que alguém tinha sugerido que não estava correcto. Eu resolvi acrescentar uma fonte a confirmar a incorrecção.

No blog em causa os comentários estão sujeitos a moderação, pelo que resolvi passar por lá mais tarde a verificar se o comentário já tinha sido aprovado, e se havia mais comentários. Ainda não tinha sido aprovado. No dia seguinte, volto a verificar, e nada. Volto a repetir o comentário. Mais um dia passado, e nem o primeiro nem o segundo estão aprovados. Até que ao terceiro (não os meus comentários não apareceram ao terceiro dia…), dizia eu, no terceiro dia aparece um comentário posterior (comentário de “Vieira a 21 de Maio de 2011 às 18:48″). Este comentário posterior tinha a particularidade de defender a posição do post inicial, pelo que comecei a suspeitar que apenas os comentários favoráveis eram aprovados.

Alguns dias depois, os meu comentários, assim como vários outros que mostravam que o post não fazia sentido, lá aparecem. Afinal, os comentários desfavoráveis sempre são publicados. Na altura fiquei sem perceber muito bem o que se tinha passado. Mas também não liguei muito à questão.

Há uns dias atrás, ao ler o blog do Marco Amado, encontrei uma explicação bastante razoável para o que me aconteceu (e que na mesma altura também aconteceu por duas vezes ao Marco Amado): os comentários não são completamente censurados, e eventualmente são tornados públicos, mas tal só acontece quando o post em causa já está bem enterrado, minimizando o número de pessoas que os vêem. É claro que entretanto os comentários favoráveis vão aparecendo.

É apenas uma teoria, é certo, mas vindo dos nossos democratas, já nada me espanta.

Mac OS X Lion: breve review

8 de Outubro de 2011

Apesar de ter instalado o Lion num disco esterno há cerca de um mês, só na passada semana é que migrei definitivamente para a nova versão do Mac OS X. Não obstante as muitas novidades anunciadas, a verdade é que não tinha grandes expectativas para a nova versão do SO da Apple, onde estava à espera de algumas funcionalidades interessantes, mas também de alguns aspectos negativos. Comecemos então pelos pontos negativos…

Uma das coisas que mais me desagradou no Lion, foi a remoção do iSync. Basicamente, isto significa que acabaram as sincronizações de contactos e calendário com a maior parte dos telemóveis (telemóveis que usam o protocolo SyncML). Ainda relacionado com os contactos e calendário, tivemos também algumas mudanças no Address Book e iCal, nomeadamente ao nível do interface gráfico. Sempre admirei o Mac OS X pela simplicidade do seu interface gráfico, simplicidade que deixou de existir nestas aplicações. Qualquer um destes problemas pode ser contornado, aproveitado as versões anteriores das aplicações, mas é apenas contornar o problema…

Outra novidade foi o Mission Control, que veio substituir o Exposé e o Spaces. Pessoalmente preferia a solução anterior, que me permitia facilmente mudar de aplicação/janela, mesmo quando esta estava a correr num ambiente diferente, ou também mudar as aplicações de ambiente. Actualmente, temos pouco controlo sobre as aplicações/janelas que não estão no ambiente actual.

O Mail também disponibiliza uma nova forma de organização da interface gráfica. Ainda estou a tentar habituar-me a esta nova forma de organização, mas parece-me que faz uma má gestão do espaço, e é provável que vá voltar ao esquema antigo.

Entre as coisas que me agradaram, está a nova versão do iChat, que juntas várias contas na mesma janela, e que me fez abandonar o Adium (e já agora, as contas MSN).

Neste última versão do SO passou também a ser possível criar disco cifrados, o que é bastante útil para manter os meus discos de backup um pouco mais seguros. Esta funcionalidade permite cifrar os backups feitos com o Time Machine. Infelizmente, parece-me que esta funcionalidade não funciona quando temos mais do que uma partição num mesmo disco… O FileVault tem também uma nova versão, que parece já funcionar decentemente com o Time Machine (mas é algo que ainda não experimentei). Ainda relativamente ao Time Machine, temos agora a possibilidade de manter backups locais, ou local snapshots (para quando não estamos ligados à unidade de backup). Nada de muito relavante, visto que no Snow Leopard já tinha uma partição local para backups do Time Machine (agora há a vantagem de não termos que configurar nada, nem trocar de unidade de backup quando nos ligamos à unidade de backup externa). Para já, vejo três aspectos a melhorar: a possibilidade de definir o intervalo temporal entre backups (até agora apenas consegui mudar este intervalo para os backups não locais), a possibilidade de definir tamanho máximo usado por estes backups, e a possibilidade de copiar dos backups locais para a unidade de backup externa quando esta é ligada.

O novo Mac OS X é também menos restritivo no que diz respeito a máquinas virtuais, e é agora permitido ter máquinas virtuais com a versão normal do SO (anteriormente apenas era possível com a versão servidor). Isto é útil para manter um ambiente de testes, permitindo manter o SO principal (não virtualizado) mais limpo.

Para terminar, referia mais algumas novidades bastante publicitadas, mas que me parece pouco relevantes: o Resume, que para alguns utilizadores poderá ser bastante útil, mas no meu caso não me tem servido para nada; o Launchpad, que me parece inútil (o Spotlight é bem mais prático); e o Resume, que ainda não é suportado por várias aplicações.

Resumindo, apesar de ter o preço acessível, a verdade é que o SO pouco trás de novo…

Um Novo Caminho na Investigação?

30 de Setembro de 2011

Princeton goes open access to stop staff handing all copyright to journals – unless waiver granted

Não tenho nada contra as editoras, nem contra o seu modelo de negócio, mas tendo em conta que actualmente a investigação é maioritariamente financiada pelo estado/contribuintes, este devia ser o caminho a seguir há muito tempo. Esta devia ser uma exigência das organizações públicas para financiar a investigação.

Actualmente, esta medida poderá levantar problemas aos investigadores da Universidade de Princeton, mas se outras universidades lhe seguirem o exemplo, a mudança é possível.

Novo Website

30 de Setembro de 2011

Coloquei recentemente online a nova versão do meu website. Na sua base, esta nova versão usa as mesmas tecnologias da antiga, XML e XSLT, com a diferença que dantes as páginas eram geradas manualmente, e agora estou a usar o CMS Symphony para me facilitar esta tarefa. Espero que desta forma me seja possível manter o website mais actualizado :)

Adicionalmente, a utilização do Symphony também me permitiu adicionar algumas funcionalidades dinâmicas, como páginas com comentários, página de contacto, e função de pesquisa. Entre as novas funcionalidades estão também uma versão em inglês do website, e uma página com as novidades que forem surgindo. Apesar de já estar online, o website ainda não está totalmente concluído, e ainda há algumas funcionalidades que tenciono adicionar, bem como algumas optimizações em falta.

Também aproveitei esta mudança para rever os conteúdos que disponibilizava no meu website, tendo removido, adicionado e actualizado conteúdos. Por exemplo, as páginas dos widgets e dos temas para WordPress passaram para o website (saindo daqui do blog).

Para terminar, referia que aproveitei esta mudança para trocar o domínio do meu website (e do blog também), que passa a ser rcgoncalves.net, em vez de rcg-pt.net (apesar deste último continuar a poder ser usado).

Para já é tudo, nos próximos dias espera ter tempo para escrever mais qualquer coisa sobre o assunto, falando um pouco do processo de desenvolvimento desta nova versão do meu website (nomeadamente das tecnologias e ferramentas usadas).

Perto

21 de Agosto de 2011
Selecção sub-20 de Portugal (2011)

Selecção sub-20 de Portugal (2011)

Não ganharam, mas estiveram perto. Parabéns à selecção sub-20 de Portugal, que fez um excelente mundial.

Numa altura em que o Benfica se apresenta no campeonato e nas competições europeias com equipas sem jogadores portugueses, ou em que temos uma final europeia entre equipas portuguesas, mas onde os portugueses são uma minoria, talvez fosse boa ideia os dirigentes portugueses repensarem a sua política de contratações. É que se é verdade que os clubes não têm a obrigação de jogar apenas com portugueses (ou sequer ter portugueses na equipa), a questão que se coloca é se não conseguiam arranjar jogadores portugueses, com a mesma qualidade dos estrangeiros, mais baratos.

Comunidade Portugal-a-Programar Faz 6 Anos

3 de Junho de 2011

A comunidade Portugal-a-Programar completou no passado dia 28 de Maio 6 anos de existência. Foram 6 anos a contribuir para a discussão e divulgação de temas ligados programação e informática em geral, que recentemente lhe valeram o título de um dos recursos online mais influentes na área das tecnologias.

A comunidade mantém diversos projectos, dos quais se destacam o fórum, um local privilegiado para a discussão e esclarecimento de dúvidas, a revista Programar, onde regularmente podemos ler artigos sobre diversos temas relacionadas com a programação e informática, e o wiki, um repositório colaborativo de conteúdos como tutoriais ou exemplos de código.

Empregos Verdes e… Matemática

18 de Maio de 2011

Via A ciência não é neutra, cheguei a este documento, intitulado Estudo sobre Empregos Verdes em Portugal, da responsabilidade CEEETA-ECO e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Na página 128 do referido documento encontramos o seguinte texto:

Segundo um estudo da European Wind Energy Association (EWEA, 2009), a energia eólica em Portugal em 2007 apresentava 800 postos de trabalho em termos de emprego directo. Segundo DGEG (2009), em 2007 a potência instalada em energia eólica era de 2 201 MW, o que corresponde a um indicador que rondará os 2,75 postos de trabalho por MW.

800 postos de trabalho a dividir por 2201 MW daria um valor de 0,36 postos de trabalho por MW. De onde vem então o valor de 2,75? É o resultado de dividir os MW pelos postos de trabalho. É claro que isto são os MW por posto de trabalho, e não os postos de trabalho por MW!

De referir que este número é posteriormente usado para estimar os empregos verdes criados em Portugal. Dá para imaginar a qualidade da estimativa que daqui vai resultar. Sobre este tema, vale ainda a pena ler os posts de Pinto de Sá sobre o assunto.

Responsabilidades

9 de Maio de 2011

Na sequência desta notícia, também gostava de saber quando é que o Ministério Público vai abrir um inquérito ao comportamento dos governantes?

Também não deixa de ser curioso que tenham decidido abrir o inquérito no período de campanha eleitoral. Nada como abrir um inquérito às agências de rating (o próximo deve ser o inquérito aos especuladores), para distrair as pessoas dos verdadeiros responsáveis pelo estado em que estamos.